A solidão dos anjos

 

Hoje tem A solidão dos anjos, do Marco Aurélio Cremasco: viajo na primeira narrativa, são 17 fragmentos, cada um talvez independente dos demais – suspeito que há conexões e diálogos, mas não posso afirmar, um dia ainda vou descobrir, ou não. Cada fragmento de "Cenas avulsas" traz arremates que podem deixar a respiração do leitor em suspenso, como "Senhora Amargura": "Sou o que é de ser: para amanhã, jamais".

Pulo algumas páginas e encontro personagens, como o Zé Bigode, em "Céu de Polaca", com quem pretendo conviver e revisitar. E me surpreendo, em "Copistas", com um narrador-personagem que tem o mesmo nome de um autor de quem releio continuamente a obra, Franz Kafka, entre tantas surpresas e aprazibilidade que me provocam A solidão dos anjos, do romancista, poeta, cronista e também contista Marco Aurélio Cremasco, paranaense de Guaraci radicado em Campinas, onde atua como professor na Unicamp.

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