domingo, 20 de fevereiro de 2011

Minda-Au no Correio da Bahia


O jornalista Franco Fuchs escreveu resenha breve no jornal Correio da Bahia (leia no recorte acima) sobre Minda-Au (Record), meu livro de estreia na ficção. Fuchs apontou características de dois contos e, de maneira ampla, elogiou o livro em um dos mais importantes jornais do nordeste.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Minda-Au na Estante do Correio do Povo

O Correio do Povo, importante jornal de Porto Alegre, publicou nota, na edição de 19 de fevereiro de 2011, recomendando Minda-Au. O texto é breve, mas manda o recado, confira: "CAPITAL - A capital do Paraná, Curitiba, é o cenário recorrente das histórias e contos que marcam a estreia de Marcio Renato dos Santos na ficção, no livro "Minda-Au" (Record). Numa cidade repleta de mistérios e anseios, o jornalista mistura lembranças e anseios numa obra nitidamente autobiográfica." Quem quiser conferir a nota diretamente na página da internet do jornal, eis o atalho: http://tinyurl.com/49tkjpe ou http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=142&Caderno=5&Noticia=259487

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Minda-Au é resenhado por Luiz Paulo Faccioli na BandNews de Porto Alegre

Luiz Paulo Faccioli, um dos intelectuais mais ativos do Brasil contemporâneo, resenhou Minda-Au no sábado 12 de fevereiro de 2011 durante o Dedo de Prosa, programa veiculado pela BandNews de Porto Alegre - FM 99,3. Faccioli é um escritor refinado, autor de mais de dez obras, um crítico literário exigente. A seguir, o texto que Faccioli escreveu e leu na rádio: um elogio ao meu livro de estreia na ficção.

Minda-Au

Poucas vezes se viu uma estreia ser tão anunciada, comentada e festejada pelo autor como a da coletânea de contos Minda-Au, do jornalista curitibano Marcio Renato dos Santos. Antes mesmo do lançamento, em outubro passado, foram criados um blog e uma conta no Twitter, ambos batizados com o nome do livro e desde então sistematicamente alimentados com informações e notícias sobre a obra. A propaganda está funcionando, mas o que de fato impressiona é o entusiasmo com que Marcio aborda a trajetória de seu filhote e que não é de forma alguma exagerado: trata-se de um primeiro livro e já sai pela Record, hoje o maior grupo editorial brasileiro, o que dá uma chancela importante para sete contos breves, dispostos num volume de apenas 80 páginas. Vale aqui lembrar que o conto é quase sempre o gênero escolhido pelo estreante da prosa, muito embora seja comum as editoras resistirem à sua publicação sob o argumento de ele ser pouco vendável.
Mas o entusiasmo do autor não basta para o sucesso de um livro, e aí devemos olhar para as virtudes de Minda-Au. A primeira impressão que se tem, e que vai acompanhar toda a leitura, pode ser resumida em duas palavras: bom gosto. Ele aparece já na capa, criada por Carolina Vaz, que tem como base uma bela pintura de Popova e feita sobre uma textura rugosa. O miolo em papel off-white de gramatura privilegiada usa fonte em corpo 12, facilitando a vida do leitor que não precisa apertar os olhos para decifrar as letras. O texto é ágil, de frases curtas e ao mesmo tempo elegantes. Curitiba é o cenário da maioria dos contos, que exploram situações e aflições próprias do universo contemporâneo, a urbe onde todos parecem correr em busca de algo que jamais alcançarão. Um dos melhores contos se passa em Porto Alegre, vista aqui pelos olhos do forasteiro.
O texto que escolhi para ilustrar este comentário é a pequena introdução da obra, que satisfaz nossa curiosidade quanto a seu título algo exótico:
Minda-Au, contam meu pai Luiz e minha mãe Júlia, foi a primeira, talvez a segunda, no máximo a terceira palavra que falei. Minda-Au foi a tradução que encontrei, com menos de 1 ano, para um dromedário de um quadro que a minha avó, Diva, inventou. A partir de Minda-Au eu comecei a me tornar Marcio Renato dos Santos.
Minda-Au, de Marcio Renato dos Santos, Editora Record, é minha dica de hoje.