quarta-feira, 29 de junho de 2016

Deu no Jornal do Oeste: dia 16 de julho tem Experiências do Brasil no Museu Guido Viaro

O Jornal do Oeste divulga que dia 16 de julho, a partir das 16 horas, acontece o evento Experiências do Brasil no Museu Guido Viaro. Alexandre Furtado e eu vamos conversar sobre o conto e também lançamos nossos livros recentes. Confira a notícia.

Nelson Cavaquinho!


segunda-feira, 27 de junho de 2016

O conto em debate no Museu Guido Viaro

O escritor pernambucano Alexandre Furtado e o curitibano Marcio Renato dos Santos participam do evento “Experiências do Brasil”, bate-papo a respeito do conto no dia 16 de julho, a partir das 16 horas, no Museu Guido Viaro, em Curitiba. Ambos são contistas e, após o debate, Furtado autografa Os mortos não comem açúcar (Confraria do Vento, 2016) e Santos vai assinar Finalmente hoje (Tulipas Negras, 2016). A entrada é franca.

O encontro tem o nome de “Experiências do Brasil” por reunir dois autores de regiões distintas. “Cada um vai falar sobre o seu processo de criação, os seus temas, obsessões, quais as semelhanças e diferenças entre os seus imaginários, e se há influência do lugar onde cada um vive em sua respectiva obra”, comenta Guido Viaro, escritor e diretor do Museu Guido Viaro, batizado em nome de seu avô homônimo, um dos pioneiros da pintura no Paraná.

Viaro diz que, apesar do pouco apelo comercial, o conto é um dos gêneros mais representativos da literatura brasileira. “É importante colocar o conto no centro do debate, até pelo fato de o país ter inúmeros contistas de qualidade”, afirma, referindo-se, entre outros, a Dalton Trevisan, que recebeu homenagem no espaço com uma sala, onde estão expostos livros e outros objetos como jornais e revistas que mostram a relevância do “Vampiro de Curitiba”.

Os contistas
Alexandre Furtado, 46 anos, é recifense e professor na Universidade de Pernambuco (UPE). Autor de um livro de poemas, De ruas e Inti-nerários (Cepe, 2010), o escritor — em sua estreia no conto — recriou literariamente o Recife da década de 1970 em 14 narrativas breves que, em conjunto, também funcionam como uma longa e fluente narrativa. O erotismo é um dos pontos altos dos contos de Furtado, que reelaborou, com habilidade incomum, a oralidade pernambucana em sua escrita literária.

Já o curitibano Marcio Renato dos Santos, 42 anos, apresenta em Finalmente hoje, o seu quinto livro de contos, também 14 narrativas, nas quais o aspecto comum é o impacto do tempo, seja o passado deflagrado a partir de alguma sensação do presente ou um ziguezague do presente rumo ao futuro, e vice-versa. Jornalista e mestre em estudos literários pela UFPR, Santos dedica-se exclusivamente ao conto e já autografou alguns de seus livros anteriores, como Golegolegolegolegah! (Travessa dos Editores, 2013), 2,99 (Tulipas Negras, 2014) e Mais laiquis (Tulipas Negras, 2015), no Museu Guido Viaro.

“Será uma satisfação conversar sobre o conto em Curitiba, no Museu Guido Viaro, um dos espaços culturais mais interessantes da cidade”, diz Furtado. “É uma ótima iniciativa colocar o conto em debate e dialogar com um autor tão expressivo como o Alexandre Furtado”, comenta Santos. “Será uma celebração do conto”, acrescenta Viaro.

SERVIÇO: “Experiências do Brasil”, debate sobre o conto, com Alexandre Furtado e Marcio Renato dos Santos
Dia 16 de julho, sábado, a partir das 16 horas
Museu Guido Viaro (R. XV de Novembro, 1.348), centro de Curitiba (PR)
Lançamento dos livros Os mortos não comem açúcar, de Alexandre Furtado (R$ 48,00) e de Finalmente hoje, de Marcio Renato dos Santos (R$ 29,90)
Entrada franca
Mais informações (41) 3018-6194.
 

Canção de amor


sábado, 25 de junho de 2016

Agitação e efeito

"Sua atividade mental é contínua, apaixonada, versátil e inteiramente insignificante."
"O aleph", de Jorge Luis Borges

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Celebração do conto no Museu Guido Viaro


         O escritor pernambucano Alexandre Furtado e o curitibano Marcio Renato dos Santos participam do evento “Experiências do Brasil”, bate-papo a respeito do conto no dia 16 de julho, a partir das 16 horas, no Museu Guido Viaro, em Curitiba. Ambos são contistas e, após o debate, Furtado autografa Os mortos não comem açúcar (Confraria do Vento, 2016) e Santos vai assinar Finalmente hoje (Tulipas Negras, 2016). A entrada é franca.

         O diretor do Museu Guido Viaro, escritor e neto do pintor homônimo, diz que, apesar do pouco apelo comercial, o conto é um dos gêneros mais representativos da literatura brasileira. “É importante colocar o conto no centro do debate, até pelo fato de o país ter inúmeros contistas de qualidade”, diz Viaro, referindo-se, entre outros, a Dalton Trevisan, que recebeu homenagem no espaço com uma sala, onde estão expostos livros e outros objetos como jornais e revistas que mostram a relevância do “Vampiro de Curitiba”.


         O encontro tem o nome de “Experiências do Brasil” por reunir dois autores de regiões distintas. “Cada um vai falar sobre o seu processo de criação, os seus temas, obsessões e quais as semelhanças e diferenças entre seus imaginários e se há influência do lugar onde vivem em suas obras”, comenta Viaro, referindo-se, respectivamente, a Alexandre Furtado e Marcio Renato dos Santos. Furtado, 46 anos, é recifense e professor na Universidade de Pernambuco (UPE). Autor de um livro de poemas, De ruas e Inti-nerários (Cepe, 2010), o escritor, em sua estreia no conto, recriou literariamente o Recife da década de 1970 em 14 narrativas breves que, em conjunto, também funcionam como uma longa e fluente narrativa.
         Já o curitibano Marcio Renato dos Santos, 42 anos, apresenta em Finalmente hoje, o seu quinto livro de contos, também 14 narrativas, nas quais o aspecto comum é o impacto do tempo, seja o passado deflagrado a partir de alguma sensação do presente ou um ziguezague do presente ao futuro, e vice-versa. Jornalista e mestre em estudos literários pela UFPR, Santos dedica-se exclusivamente ao conto e já autografou alguns de livros anteriores, como Golegolegolegolegah! (Travessa dos Editores, 2013), 2,99 (Tulipas Negras, 2014) e Mais laiquis (Tulipas Negras, 2015), no Museu Guido Viaro.
         “Será uma satisfação conversar sobre o conto em Curitiba, no Museu Guido Viaro, um dos espaços mais interessantes da cidade”, diz Furtado. “É uma ótima iniciativa colocar o conto em debate e dialogar com um autor tão expressivo como o Alexandre Furtado”, comenta Santos. “Será uma celebração do conto”, acrescenta Viaro.

Serviço: “Experiências do Brasil”, debate sobre o conto, com Alexandre Furtado e Marcio Renato dos Santos
Dia 16 de julho, sábado, a partir das 16 horas
Museu Guido Viaro (R. XV de Novembro, 1.348)
Lançamento dos livros Os mortos não comem açúcar, de Alexandre Furtado (R$ 48,00)
e de Finalmente hoje, de Marcio Renato dos Santos (R$ 29,90)
Entrada franca
Mais informações (41) 3018-6194



Foi e não voltou


segunda-feira, 20 de junho de 2016

O fato estético

"A música, os estados de felicidade, a mitologia, os rostos trabalhados pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem nos dizer algo, ou algo disseram que não deveríamos ter perdido, ou estão a ponto de dizer algo; essa iminência de uma revelação que não se produz é, quem sabe, o fato estético."
"A muralha e os livros", Jorge Luis Borges.
Buenos Aires, 1950.

domingo, 19 de junho de 2016

Finalmente hoje no Jornal Opção

O Jornal Opção, de Goiânia, publica na edição de 19 de junho (domingo) resenha de Finalmente hoje
O texto é de Antonio Cescatto.

Um engenheiro descobre que seu chefe vai abandonar a empresa e sonha em ocupar o lugar que era dele. Outro homem, sentado em um café, vê passar uma mulher e tem a impressão de que ela é a mãe de seu melhor amigo, que desapareceu durante a passagem do tempo. Um terceiro desce de seu apartamento para comprar cerveja no dia em que o Brasil enfrenta o México, na Copa, e vê os porteiros do seu prédio brigando. Outro homem pensa em enviar uma carta antes de entrar no trabalho. Alguém espera um ônibus que pode chegar a qualquer momento.
O que pode haver de inesperado, curioso ou surpreendente em situações como essas? Aparen­temente, nada. Mas essa aparente normalidade de uma situação (e da vida) cotidiana logo é perturbada de forma irreversível. De repente, sem que percebamos claramente de onde veio o choque, o transtorno, a interferência, eis que o inesperado, o curioso e o surpreendente instauram sua presença no meio do texto. Ele está entre nós. E esse entre nós não é apenas o entre nós deles, os personagens, mas o entre nós que permeia nossas vidas.
O tempo
“Finalmente hoje”, de Marcio Renato dos Santos, é um livro que tem esse dom: instaurar o estranhamento onde ele parece absolutamente ausente. Cada um de seus personagens é um Robinson Crusoé urbano, perdido nas ilhas de isolamento em que se transformou a vida nas grandes cidades, a perseguir de forma desconexa a pista de sextas-feiras imaginárias, sejam elas uma carreira, uma mulher, um homem, ou algum destes inumeráveis algos que não conseguimos explicar.
Em 14 contos sintéticos e lacônicos, Marcio leva o leitor a reencontrar personagens que são familiares não pelo que fazem ou vivem, mas pelo que representam e significam em nosso imaginário. Ao mesmo tempo em que são concretos, também são fantasmas. Nossos queridos fantasmas. A­queles que amamos odiar ou que odiamos amando, aqueles com os quais só a literatura, a boa literatura, com sua capacidade de falar de coisas a respeito das quais não se fala e de sentimentos indizíveis, é capaz de revelar em toda sua complexa realidade.
De certa forma, mesmo sendo pontuado por personagens dos mais diferentes, “Finalmente hoje” parece ter um personagem principal: o tempo, este criador de perspectivas distorcidas e realidades difíceis de definir. Prova disso é como são nomeadas as seis seções em que os contos são divididos: Quase Agora, Já Passou ou É Daqui a Pouco?, Nunca Mais, Muito Antes de Antes de Ontem, Num Outro Agora e 2016, seção que tem apenas um conto que acaba, finalmente, hoje. O que parece ter passado continua presente, o que parece presente continua passado, mesmo amanhã já foi e assim por diante, num jogo circular e hipnótico para o qual somos arrastados de forma sutil e habilidosa.
Para nos levar por estes estranhos caminhos do tempo e de suas metamorfoses na vida humana, Marcio utiliza de um recurso básico: o humor. Mas o humor que forma a medula do livro não é aquele que leva à facilidade do riso ou ao conforto da cumplicidade. Aqui estamos diante de um humor que tem a função de desconcertar e criar o estranhamento, transformando até situações grotescas, como a de um casal em um curioso coito, ou um sujeito dado a flatulências, em intrigantes charadas existenciais, a serem resolvidas — ou não — pelo leitor, através de outro recurso muito caro ao humor: a inteligência.

Daltoniano
Mesmo morando em Curitiba e concentrado feito um samurai na escrita de contos breves, Marcio Renato dos Santos é, ao contrário do que possa parecer, um parente distante de Dalton Trevisan. Sua escrita e seu trabalho percorrem outros caminhos. De “Minda-au” (2010), passando por “Golego­legolegolegah!” (2013), “2,99” (2014), “Mais laiquis” (2015) até este recém-publicado, “Final­mente hoje”, o apuro na concepção formal e o compromisso com a invenção (elementos daltonianos por excelência) desenvolvem-se em outra direção.
Tais elementos trazem, para o primeiro plano, a realidade de uma cidade que se fragmenta em mil pedaços e em mil diferentes tipos de seres humanos; estes envolvidos em situações que só podem ser compreendidas por dispositivos novos, tais como: a veia satírica, o humor afiado, através dos quais se revela a dimensão da fragilidade de que somos todos (criador, criatura e leitores) constituídos.
Ao introduzir o tempo nesta equação (como faz agora, em “Finalmente hoje”), Marcio nos convida para um baile onde todos os convidados usam máscaras, as quais vão caindo uma a uma à medida em que o baile se desenvolve, deixando ver, atrás dessas, outras e mais outras e mais outras e mais outras. Eu, se fos­se você, aceitava o convite para essa dança. l
Antonio Cescatto é autor do romance “O mundo não é redondo” (2010) e das novelas “Preponderância do pequeno” (2011) e “Cloaca” (2012). Ele nasceu e vive em Curitiba (PR)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Finalmente hoje na coluna da Márcia Toccafondo

Márcia Toccafondo divulga em sua coluna, publicada na edição de junho da Revista Ideias, o lançamento de Finalmente hoje, realizado na Livrarias Curitiba do Shopping Estação dia 11 de maio de 2016.
Confira o texto:
Muito prestigiado pelos amigos, Marcio Renato dos Santos lançou “Finalmente Hoje”, o seu quinto livro de contos, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Na foto Marcio, com a escritora Luci Collin, que mediou a conversa com o público e, em primeiro plano, Vitor Mann, filho de Marcio e mestre de cerimônias do encontro.

Finalmente hoje na Gazeta do Bairro

A Gazeta do Bairro, jornal de Curitiba, divulga Finalmente hoje, confira.

Finalmente hoje na Biblioteca Pública do Paraná

Finalmente hoje está disponível para empréstimo na Biblioteca Pública do Paraná.

Ave-Maria no Morro


sábado, 4 de junho de 2016

Explicando o presente para Murilo Rubião

O Jorge Ialanji Filholini pergunta: se tivesse que explicar o Brasil de hoje para Murilo Rubião, que história você contaria? 
Quatro autores participam da enquete

A minha resposta é a seguinte:

Diria ao Murilo que tenho visto, em Brasília, Belo Horizonte e até em Curitiba, personagens que se transformam em canguru ou coelho, o que acontece em “Teleco, o coelhinho”. Se estivéssemos bebendo café, comentaria sobre um conhecido que, ao chegar por acaso ou engano em um local para onde não planejava viajar, foi preso pelo fato de fazer perguntas em um território no qual ninguém questiona nada — situação que Murilo apresentou no conto “A cidade”. Se estivéssemos bebendo cerveja, contaria a desventura de um amigo que se tornou, inesperadamente, prisioneiro e não será libertado nem em “um ano, dez, cem ou mil anos”, destino parecido com o de Alexandre, personagem de “A armadilha”. Mas, se estivéssemos bebendo vinho, confessaria que me sinto como o protagonista de “O pirotécnico Zacarias”, que não sabe se está morto ou vivo. Gostaria muito de dizer que já faz algumas semanas que leio e releio os 33 contos que ele escreveu e reescreveu obstinadamente. E que já não sei mais quando termina a ficção dele e em que momento estou diante e na realidade.

Conteúdo publicado no site Livre Opinião.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Campana elogia Finalmente hoje

Fabio Campana publicou em sua página do Facebook um comentário a respeito de Finalmente hoje, confira:
"Leitura saborosa. Para ler de um só fôlego. 'Finalmente hoje' é o livro do Márcio Renato dos Santos, 14 contos inéditos que tratam da passagem e da percepção do que é ou pode ser o tempo. Além dos sentimentos menores como ciúme, inveja, medo, amor e morte. Inevitáveis.."