quinta-feira, 30 de março de 2017

Deu na Revista Carlos Zemek

O blog Revista Carlos Zemek divulga o lançamento de Outras dezessete noites, o meu novo e sexto livro de contos. O evento acontece dia 12 de abril, a partir das 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Confira o link.

Barrett


quarta-feira, 29 de março de 2017

Com a espada no pescoço

A primeira resenha de Outras dezessete noites é de autoria do Cassionei Petry e foi publicada hoje em seu blog com o título "Com a espada no pescoço". O texto segue neste post:

Sherazade precisava contar histórias todos os dias, caso contrário seria morta pelo marido em As mil e uma noites. O paranaense Marcio Renato dos Santos parece ter a mesma sina, pois está publicando novas coletâneas de contos a cada ano. A alusão é inevitável, tendo em vista que o título de seu novo livro dialoga com o clássico árabe, que por sua vez empresta um trecho para a epígrafe da obra. Outras dezessete noites, lançado pela Tulipas Negras, de Curitiba, tem 120 páginas e é o 6º livro do autor.
Diferentemente das outras coletâneas de Marcio Renato dos Santos, há pouca experimentação de linguagem nessa. A preocupação agora é realmente contar histórias que nos envolvam, no seduzam, nos prendam na leitura, apesar da curta extensão dos contos. Há personagens que são retomados na história seguinte, algumas vezes narrando sob outro ponto de vista os fatos, como o empresário japonês que assiste ao show de uma banda favorita em um bar, no conto “O voo de Ryouji”, e que depois aparece em “Essa nossa canção” a partir do olhar do vocalista da mesma banda e na mesma apresentação. Ambos se sentem solitários no meio da multidão. Aliás, diga-se, a solidão é um tema constante nos demais enredos.
Em “Mixed emotions”, por exemplo, Sofia prepara uma janta em sua casa enquanto recebe visitas que, do nada, desaparecem, até notarmos que são alucinações de um ser solitário. Em “Porta aberta”, Fauzi, um empresário e pai de família, acaba fugindo do lar, simulando um desaparecimento, e se esconde, vivendo solitariamente como mendigo, porém próximo de sua casa. “Sabe qual é o melhor lugar para se esconder? Na frente de todo mundo”, ele diz. O enredo lembra “Wakefield”, de Nathanael Hawthorne.
Locais de trabalho viram cenários de histórias, como a redação de um jornal e seus conflitos de interesses, em “O benefício da dúvida”, conto que abre livro. Um escritório é o ambiente de “Maria”, em que uma faxineira vira alvo de cobiça dos homens presos a seus computadores, sendo que ela também deixa brecha para uma eventual escapada no final de expediente.
Há também os contos que têm as ruas da cidade como cenário. Em “Quase a céu aberto”, um casal perambula de táxi e se assusta com a pobreza, a miséria e as esquisitices das ruas. Em “Elogio tem preço”, o João da Bíblia, além de pregar nas calçadas as palavras do livro que lhe dá alcunha, é pago para proferir algumas palavras denunciatórias, como por exemplo, gritar na frente de uma empresa: “José é corno! Corno manso! É corno e deve ser cego!”
Como se não bastasse, podemos ler ainda um conto em que um sujeito, refugiando-se de um crime, vai trabalhar num regime de semiescravidão para um chinês, produzindo pastel em cuja carne bovina moída mistura restos de carne de cachorro! Retrato, como todos os outros contos, de um país tão insólito como as histórias de As mil e uma noites.
Só espero que Marcio Renato dos Santos continue com uma espada perto do pescoço e imite Sherazade, sem parar de contar suas histórias.

Disponível para compra na Livrarias Curitiba

Outras dezessete noites, o meu novo e sexto livro de contos, já está disponível para compra na Livrarias Curitiba. O lançamento acontece dia 12 de abril, a partir das 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação.

No shame


quinta-feira, 23 de março de 2017

Com Karam e Bueno na Biblioteca

Ao lado do Manoel Carlos Karam (desenhado por Pedro Franz) e de Wilson Bueno (recriação de Ricardo Humberto) na exposição Retrato de um Artista, em cartaz na Biblioteca Pública do Paraná. Foto: João Lucas Dusi.

Refri de pêssego?


terça-feira, 21 de março de 2017

Miss Sarajevo


Deu no Hey Events

O Hey Events divulga o lançamento de Outras dezessete noites, o meu novo e sexto livro de contos. O evento acontece dia 12 de abril na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Confira.

domingo, 19 de março de 2017

Deu no All Events: Outras dezessete noites

O site All Events divulga o lançamento de Outras dezessete noites, o meu novo e sexto livro de contos. O evento acontece dia 12 de abril na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Leia a notícia.

sábado, 18 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

My name is nobody


Outras dezessete noites na coluna Estante

"Outras dezessete noites", o meu novo e sexto livro de contos, é o destaque da coluna "Estante", de Wilame Prado, publicada no jornal Diário do Norte do Paraná, de Maringá.
"NOITES
Iniciei a leitura
de “Outras Dezessete
Noites” (editora Tulipas
Negras, 124 páginas, R$
40), sexto livro de contos
do escritor e jornalista
curitibano Marcio Renato
dos Santos. Já gostei do
pouco que li. Acompanho
a produção literária do
Marcio há pelo menos
três livros. Vejo uma
evolução interessante
nos contos dele. O autor
trabalha na Biblioteca
Pública do Paraná e
assina reportagens no
jornal Cândido.
NA CAPITAL O lançamento
de “Outras Dezessete Noites”
será no dia 12 de abril, às
19h30, nas Livrarias Curitiba do
Shopping Estação. O autor fará
um bate-papo mediado pela
fotógrafa Ale Moretti e pelo
jornalista Reinaldo Bessa, da
Gazeta do Povo.
E AQUI? Marcio Renato dos
Santos ainda não lançou livros
em Maringá. Quem sabe agora?"

quinta-feira, 16 de março de 2017

Deu no Blog do Solda: Outras dezessete noites

O Solda divulga em seu blog o lançamento de Outras dezessete noites, o meu novo e sexto livro de contos. A sessão de autógrafos acontece dia 12 de abril, a partir das 19 horas, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Release de Outras dezessete noites

No dia 12 de abril acontece o lançamento de Outras dezessete noites, o sexto livro de contos de Marcio Renato dos Santos. O evento tem início às 19h30 na Livrarias Curitiba do Shopping Estação com um bate-papo com o autor mediado pela fotógrafa Ale Moretti e pelo jornalista Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo. Em seguida, sessão de autógrafos. Publicado pela Tulipas Negras, Outras dezessete noites tem 124 páginas e custa R$ 40. A entrada é franca.
         A obra traz 17 narrativas contemporâneas inéditas nas quais aparecem questões como envelhecimento, difamação, nonsense do cotidiano, amor, disputa pelo poder, miséria e vingança. Notadamente, há presença de mulheres nas narrativas, apresentadas e discutidas a partir do olhar de personagens masculinos e femininos.
         “A voz que prevalece nos textos, de Outras dezessete noites, é aquela de incisiva crítica da cena contemporânea”, explica Luci Collin, poeta, ficcionista e professora da UFPR. Luci, que assina o texto de apresentação, afirma que o livro do contista curitibano estimula o leitor ao flagrante de raras emoções. “Esses contos-situações-limite nos colocam frente a frente com nossas fragilidades”, comenta Luci.
         As narrativas, de acordo com Marcio Renato dos Santos, dialogam com o Livro das mil e uma noites, uma vez que Outras dezessete noite traz contos interligados, mas as 17 ficções também estabelecem pontos de contato com uma série de contos de autores como Jorge Luis Borges, Murilo Rubião, Júlio Cortázar, Anton Tchekhov, Julio Ramón Ribeyro, Machado de Assis, Antonio Carlos Viana, Sergio Faraco e Luci Collin.
         O contista curitibano acrescenta que, além de literatura, Outras dezessete noites traz referências, nem sempre perceptíveis, mas presentes mesmo nas entrelinhas, de poesia, rock and roll, cinema, artes visuais, redes sociais, televisão e dramaturgia.
“Este livro faz parte de uma obra em progresso que começou a ser publicada em 2010, mas que venho pensando, escrevendo e reescrevendo faz tempo”, diz o autor dos livros de contos Minda-au (Record, 2010), Golegolegolegolegah! (Travessa dos Editores, 2013), 2,99 (Tulipas Negras, 2014), Mais laiquis (Tulipas Negras, 2015) e Finalmente hoje (Tulipas Negras, 2016).

Serviço:
Lançamento de Outras dezessete noites, livro de contos de Marcio Renato dos Santos
Dia 12 de abril (quarta-feira), a partir das 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação (Av. Sete de Setembro, 2.775 — no centro da capital paranaense)
Bate-papo com o autor mediado pela fotógrafa Ale Moretti e pelo jornalista Reinaldo Bessa (Gazeta do Povo), seguido de sessão de autógrafos
Publicado pela Tulipas Negras, o livro tem 124 páginas e custa R$ 40
Entrada franca
Mais informações (41) 3330-5113, www.tulipasnegraseditora.blogspot.com, Facebook da Tulipas Negras Editoras e pelo tulipasnegraseditora@gmail.com

terça-feira, 14 de março de 2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mesmas coisas

Meu depoimento sobre o legado do Manoel Carlos Karam para o projeto Mesmas coisas.

“A obra dele talvez seja um labirinto. Mas o legado de Manoel Carlos Karam também se parece com uma casa, onde cada um de seus livros pode representar, por exemplo, um quarto, uma sala, um banheiro, uma garagem, um sótão, uma varanda, um porão, uma cozinha ou um corredor. Se as primeiras visitas a esse endereço causam estranhamento, a cada novo encontro o visitante se familiariza com os detalhes, o humor, as tramas, com as personagens e a dicção do universo Manoel Carlos Karam. Quem sabe esse legado, uma casa em que todos os cômodos-livros estão de fato interligados, seja mesmo um labirinto do qual o leitor conheça a saída, mas deseje permanecer enredado. Na realidade, as páginas dos livros do Karam — das Fontes murmurantes (1985) a Algum tempo depois (2014) — se apresentam como espelhos para o leitor perceber, de repente compreender rindo, a inevitável turbulência e a aparente falta de sentido do cotidiano, entre outras possibilidades. Possível casa, inevitável labirinto, surpreendente espelho, a literatura de Manoel Carlos Karam é uma oportunidade para repensar a vida e a própria literatura. Numa dessas, para se descobrir como impostor nesse permanente baile de máscaras. Ou como um sujeito oculto comendo bolacha Maria, ou cebola, no dia de são nunca.”

quarta-feira, 8 de março de 2017

Outras dezessete noites

No dia 12 de abril acontece o lançamento de Outras dezessete noites, o meu sexto livro de contos. O evento tem início às 19h30 na Livrarias Curitiba do Shopping Estação com um bate-papo mediado pela fotógrafa Ale Moretti e pelo jornalista Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo. Em seguida, sessão de autógrafos. Publicado pela Tulipas Negras, Outras dezessete noites tem 124 páginas e custa R$ 40. A entrada é franca.

quinta-feira, 2 de março de 2017

A objetividade do idiota

Uma voz sussurra e eu escuto: o idiota acredita no que está escrito no jornal, crê naquilo que viu na televisão, no Face ou no twitter e bota fé no que o comentarista do rádio vai dizer daqui a pouco. O idiota quer (mais que ouvir) ver para garantir que está certo até levar mais um tapa na cara, ou na bunda, antes de bater de frente em outro poste ou num mur(r)o — real ou, principalmente, imaginário.

Viva o Wilson Bueno


Segredo

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.

Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.

Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

Poema de Carlos Drummond de Andrade publicado no livro Brejo das almas (1934).

quarta-feira, 1 de março de 2017

História natural

Cobras cegas são notívagas.
O orangotango é profundamente solitário.
Macacos também preferem o isolamento.
Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos.
Andorinhas copulam no voo.
O mundo não é o que pensamos.

Poema de Carlos Drummond de Andrade publicado no livro Corpo (1984).

Na vibe da Curitiba Literária