sábado, 22 de setembro de 2012

Diogo e Osny

Autografo para Diogo Cavazotti. Henrique Rodrigues autografa para Osny Tavares. No lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Autógrafos

Autógrafos n’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Diogo, Osny, Simon e Daniel

O Diogo Cavazotti, o Osny Tavares e o Simon Taylor na fila. O Daniel Snege fotografa. Eu e o Henrique Rodrigues autografamos (dezenas de exemplares) d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Com o Simon Taylor

Com o Simon Taylor, baixista com quem toquei na banda Blecaute (na década de 1990), desenhista e beatlemaníaco, no lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Com Osny Tavares e João Alécio

Osny Tavares, eu, João Alécio e Henrique Rodrigues no lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Com a OTV

Antes de conceder entrevista para a OTV, no lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

Autógrafo

No lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação, autografei dezenas de exemplares, a exemplo do que mostra a foto do Guilherme Luiz dos Santos. Participo da coletânea com “Uma jornada particular”, conto que surgiu a partir de “A day in the life”.

We can work it out

A banda Match, do Matheus Duarte, toca We can work it out, dos Beatles, no lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Meu filho Vitor, de camiseta vermelha dos Beatles e 3 anos quase a fazer 4, também entra no palco. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

No Estação

A banda Match, do Matheus Duarte, no lançamento d’O Livro Branco, da Record, dia 20 de setembro, na Livrarias Curitiba do Estação. Meu filho Vitor também entrou no palco. Foto do Guilherme Luiz dos Santos.

E-Paraná

Contei para a equipe da E-Paraná sobre o processo de criação de "Uma jornada particular", conto que surgiu da canção "A day in the life", durante o lançamento de O livro branco (Record), na Livrarias Curitiba do Estação. O clique é do Guilherme Luiz dos Santos.

Match e Vitor

A banda do Matheus Duarte, com a participação de meu filho Vitor (quase 4 anos e camiseta vermelha), a tocar "A day in the life" no lançamento d'O livro branco (Record) na Livrarias Curitiba do Estação. Click do Guilherme Luiz dos Santos.

Vitor no palco

A banda Match fez show durante o lançamento de O livro branco (Record) na Livrarias Curitiba do Estação, no dia 20 de setembro de 2012. Meu filho Vitor, de 3 anos, também estava no palco, na foto do meu irmão Guilherme.

Clique de Guilherme Luiz dos Santos

Falei sobre como fiz um conto, "Uma jornada particular", a partir de uma canção dos Beatles "A day in the life", em entrevista para a OTV. Clique do Guilherme Luiz dos Santos durante o lançamento de O Livro Branco (Record) na Livrarias Curitiba do Estação.

Entrevista para a OTV

Durante entrevista para OTV no lançamento de O livro branco (Record), na Livrarias Curitiba do Estação, dia 20 de setembro. Clique do Guilherme Luiz dos Santos.

No lançamento de O Livro Branco, da Record, em Curitiba

Ao lado do Henrique Rodrigues, no lançamento de O livro branco (Record), na Livrarias Curitiba do Estação. O clique é do Guilherme Luiz dos Santos.

Dia 20 de setembro de 2012

Durante o lançamento de O livro branco (Record), na Livrarias Curitiba do Estação. Clique de Guilherme Luiz dos Santos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Livro Branco no Metro Curitiba


Hoje, dia 18 de setembro de 2012, o jornal Metro Curitiba publicou reportagem sobre o lançamento de O Livro Branco, com chamada e foto na capa, e conteúdo interno nas páginas 10 e 11. Eis o material:
Contos dos
Beatles
Além de entreter e emocionar,
a música também gera
reflexão e incita curiosidade.
Por mais que muita gente
acredite que tal letra foi
escrita especialmente para
ela, o compositor tirou sua
inspiração de outro lugar –
que às vezes fica em segredo
para sempre. Mas há
quem diga que, ao escrever
uma canção, seu significado
original acaba entrando em
segundo plano, deixando
com que a criatividade de
quem a ouve construa novos
significados e a insira
em realidades diferentes.
Uma banda cujas letras
continuam marcando fãs
ao redor do mundo é The
Beatles: quantas Judes já
não ouviram “Hey, Jude”,
por exemplo?

Quem quiser conhecer
histórias imaginadas a partir
de canções do grupo inglês
pode ir ao lançamento
de “O Livro Branco”, na
quinta-feira, a partir das
19h, nas Livrarias Curitiba
do Shopping Estação.
Organizada por Henrique
Rodrigues, a obra traz contos
escritos por 19 autores,
como Marcia Tiburi, Marcelino
Freire, André Sant’Ana
e Zeca Camargo. Esse é o segundo
livro organizado por
Rodrigues com inspiração
nas produções de uma banda.
O primeiro, “Como se
não houvesse amanhã”, baseou-
se na Legião Urbana e
foi um sucesso, atingindo a
marca de 25 mil exemplares
vendidos no país.
“O Livro Branco” já foi
lançado em São Paulo e no
Rio de Janeiro. Por aqui,
vai contar com a apresentação
da banda Match tocando
clássicos dos Beatles,
além da participação
do organizador do livro e
do curitibano Marcio Renato
dos Santos, que escreveu
um conto baseado na
canção “A Day In The Life”,
e levou sete meses para
concluir sua parte na obra.
“Todos tivemos bastante liberdade
para escrever o
que quiséssemos. Eu acabei
me inspirando não só
na canção que escolhi,
mas em outras dos Beatles
e também em um filme
italiano, ‘Uma Jornada Particular’,
que inclusive dá
nome ao conto”, conta
Santos.
METRO CURITIBA
Programe-se
Lançamento com bate-papo,
sessão de autógrafos e
show da Banda Match
Livrarias Curitiba (Shopping
Estação, loja 1108. Av.
Sete de Setembro, 2.775).
Quinta a partir das 19h.
Entrada franca. Mais informações:
3330-5118
O livro custa R$ 29,20

domingo, 9 de setembro de 2012

Wave

            Faz tempo, meses, anos, que as águas daquele litoral estavam paradas. A responsável pela educação das crianças, Tia Erê, nem lembrava o que era uma onda. Marolas embalaram Cronos, o controlador do fluxo na região, quando ele não tinha rugas, cabelos brancos nem manchas nas mãos. Para Do Irajá, o contador oficial de nuvens, mar era aquela massa de água lisa da baía onde ele nasceu e vive há quatro décadas.
            Na praia da Grande Pedra era possível o mergulho, a flutuação e o descanso como se estivesse em uma piscina e Rá, a corneteira, boiava, barriga, pés e olhos para cima, quando uma onda surgiu e a levou até o raso, onde as crianças e os que não sabem nadar brincam sem medo. Rá se levantou, e viu. Os que estavam na areia, entre os quais Cronos, Erê e Do Irajá, olhavam para ela.
            Rá, a corneteira, nem precisou contar o que aconteceu. Vinte, trinta minutos depois, não havia espaço livre no mar. Os habitantes da Grande Pedra esperavam por ondas. Mas naquela tarde não teve ondulação, apenas a superfície lisa na qual tudo parecia parado desde muito, desde quase sempre.
            No dia seguinte, deu praia. Tia Erê, Cronos, Do Irajá, Rá e quase todos os habitantes da Grande Pedra entraram no mar ainda de madrugada. Eles aguardavam, aguardaram, em silêncio. O sol informava que devia ser meio-dia quando uma onda surgiu e levou Cronos até a areia seca.
            O controlador do fluxo na região se levantou e viu. Todos olhavam para ele. Cronos começou a repetir que é impossível ser feliz sozinho, é impossível ser feliz sozinho, é impossível ser feliz sozinho, sentou na areia seca e disse que não iria mais entrar na água, tem para todos, deve ter, o resto é mar.
            Tia Erê, Do Irajá, Rá e outros habitantes da Grande Pedra não escutaram as palavras de Cronos. Após terem visto a onda que levou o controlador do fluxo na região de onde não dava pé até o rasinho, eles voltaram a olhar o oceano atentos e ansiosos por marolas. E naquela tarde cada um foi arrastado até a areia seca por uma onda onda e ao anoitecer todos voltaram para as suas casas, e adormeceram sorrindo.
            As ondas seguiram na Grande Pedra. Alguns moradores dormiam na areia seca na véspera do descanso semanal. Todos queriam entrar cedo para ocupar espaço na água, até com pedaços de madeira para flutuar e seguir no embalo das ondulações. Do Irajá sugeriu uma competição para premiar quem conseguisse permanecer mais tempo equilibrado em pé sobre os troncos, que seriam chamados de prancha de surf em outros tempos, por outras pessoas.
            Por seis dias, Rá, a corneteira, anunciou nas ruas da Grande Pedra que no domingo aconteceria uma disputa para reconhecer quem permanece mais tempo em pé sobre um tronco de madeira conduzido por ondas. E durante todo o dia o retorno das ondulações seria celebrado à beira-mar com danças, bebidas de álcool e animais e peixes assados.
            Os moradores da Grande Pedra estavam no mar e na areia seca no domingo. Uns cantaram, outros correram e dançaram, e a maioria comeu carne e ingeriu bebida alcoólica. Não teve onda. Nenhuma. Apenas água lisa. E foi decidido, ali mesmo na orla, que o dia seguinte seria feriado porque a competição estava programada, tinha de acontecer.
            Mas não teve mais ondulação no dia seguinte nem no outro, apenas água lisa. E viver em Grande Pedra voltou a ser o que era antes das ondas. Tentativas de agressão, gritos, trocas de socos, bate-bocas, o siricutico diário e sem fim.
            Será que a resposta está soprando no vento?, pergunta Nóia, violeiro que não tira o cigarro da boca. Mas a explicação para a breve temporada de ondas está, ou esteve, há alguns quilômetros de Grande Pedra. Estrangeiros exploraram minérios e soltavam o carregamento em cima de um barco, o que produzia ondulações, as mesmas que chegaram na praia. O trabalho terminou, terminaram as marolas, mas isso nem Nóia, Tia Erê, Cronos, Do Irajá ou Rá souberam. Pelo menos até agora.

Conto publicado originalmente na página 27 da revista Ideias, da Travessa dos Editores, edição 131, setembro de 2012. Ilustração de Marciel Conrado.

sábado, 8 de setembro de 2012

O Livro Branco na Gazeta do Povo

A Gazeta do Povo abriu espaço para os Beatles na edição de 8 de setembro de 2012. O Caderno G Ideias é todo para John, Paul, George e Ringo. Em uma das matérias, assinada por Ricardo Marques de Medeiros, o assunto são os diálogos com a banda mais relevante do planeta Terra. Há menção especial ao Livro Branco, da Record, coletânea organizada por Henrique Rodrigues, na qual 19 autores brasileiros escreveram contos a partir das canções dos Beatles. Estou no livro com o conto Uma jornada particular, que surgiu de A day in the life. O Ricardo caprichou no texto, que segue abaixo, inclusive o link está aqui:

O Livro Branco
Organização Henrique Rodrigues. Record, 160 págs., R$ 29,90.

Cinquenta anos depois da gravação de “Love Me Do” e “P.S. I Love You”, primeiro single dos Beatles, um novo revival do grupo ganha força no mercado da cultura pop. Se há pouco tempo toda a discografia oficial da banda foi remasterizada e os CDs ganharam nova roupagem, em 2012 outros trabalhos dos quatro garotos de Liverpool foram reciclados. O filme animado Yellow Submarine (1968) foi restaurado e lançado em DVD e Blu-Ray. O longa-metragem Magical Mystery Tour (1967), escrito e dirigido pelo quarteto, também foi restaurado e chegará às lojas de todo o mundo no começo do mês que vem.

Além disso, os Beatles conti­nuam influenciando e sendo reverenciados mais de 40 anos após o fim melancólico do grupo. Homenagens salpicam aqui e ali. E o mercado literário não ficou atrás. No Brasil, a editora Record decidiu apostar no apelo da nova onda beatlemaníaca e está lançando O Livro Branco. Organizado por Henrique Rodrigues, a obra reúne contos inspirados em músicas dos Beatles. Apesar da referência ao Álbum Branco (1968), os textos contidos no livro passeiam por várias fases da banda. Os 19 escritores convidados para o projeto foram desafiados a criarem algo em cima de suas canções preferidas do grupo.

Estão no livro Marcio Renato dos Santos, Carola Saavedra, Marcia Tiburi, Marcelino Freire e Zeca Camargo, entre outros. Um depoimento de Nelson Motta encerra a compilação.
“Ticket to Ride”, “Help!”, “Revolution” e “While My Guitar Gently Weeps” são algumas das músicas que inspiraram os escritores a, cada um a seu modo, mostrar a influência dos Fab Four na cultura pop mundial. Tem até diálogos imaginários entre os músicos num banheiro no Palácio de Buckingham antes de serem condecorados pela rainha Elizabeth II. Já o paranaense Marcio Renato escolheu “A Day in the Life” para criar seu “Uma Jornada Particular” e explorar suas angústias.

O lançamento de O Livro Branco em Curitiba está previsto para o dia 20 de setembro, na loja das Livrarias Curitiba do Shopping Estação (Av. Sete de Setembro, 2.775 – Rebouças), (41) 3094-5300.

Obrigado, caros Ricardo, Maria Sandra, Marleth e Juliana.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

É um conto, é um filme, é uma música é uma prosa

A solidão é o estado ao qual estamos condenados, seja eu aqui em meio a uma lan house onde eu, Marcelo Monteiro, digito este texto que será lido por você (ao menos espero que este texto venha a ser lido por alguém). Estamos nós, aqui, diante de um computador, cada qual diante de sua tela, e todos somos sozinhos, estamos sozinhos, estaremos sozinhos. Ninguém foge, escapa da solidão. E isso, e apenas isso, é permanente. E isso, estar na solidão, está problematizado no conto Uma jornada particular, que o escritor Marcio Renato dos Santos produziu para O Livro Branco, coletânea que a Record acaba de publicar. É uma coletânea: 19 autores foram convidados por Henrique Rodrigues para produzir contos a partir de canções dos Beatles. Há de tudo no livro: uns autores praticamente encenaram a letra, outros usaram a canção para inventar enredos, como é o caso do Marcio Renato dos Santos. Max Bell, o protagonista e narrador do conto do Marcio, está sozinho, e sozinho segue apenas com vozes em seu imaginário e mesmo algum contato com outros personagens, mas é sozinho que ele está, estará. O cinema entra no conto, já no título: Uma jornada particular é o nome de um filme de Ettore Scola (Una giornata particolare, com Sophia Loren). Mas, voltando ao conto, Max Bell vai se esconder dentro de uma sala de projeção e o filme fala com ele, num diálogo com um outro filme de Woody Allen (me fugiu da memória o nome do longa, e não vou procurar no google). Isso, no entanto, é detalhe. Uma jornada particular é um conto que conversa com a canção A day in the life, de McCartney-Lennon, a música que Marcio Renato dos Santos usou para compor essa obra em prosa que desafia quem lê, pela simplicidade e ao mesmo tempo riqueza de detalhes e originalidade de montagem. O conto é, enfim, pelo menos um filme, é uma música é uma prosa.