quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O livro do 48.º Femup

Recebo o livro do 48.º Femup, o Festival de Música e Poesia de Paranavaí, com contos, poemas e letras de canção. Obrigado, pelo envio, Amauri Martineli e Talise Schneider.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Em destaque na coluna do professor Aroldo



O professor Aroldo Murá abriu a sua coluna, no jornal Indústria & Comércio, no dia 20 de novembro de 2013, noticiando a publicação de um conto meu em alemão. Eis a notícia, na íntegra:
A notícia pode provocar duas reações. Admiração e inveja. E certamente despertará sentimentos demasiadamente humanos. O escritor curitibano Marcio Renato dos Santos, de 39 anos, acaba de ser publicado na Alemanha.
Ele participa da antologia Wir Sind Bereit, lançada pela Verlag/Lettrétage em outubro durante a Feira de Frankfurt, com o conto “O segredo da bem-aventurança de Chuni Kuni” que, em alemão, ficou “Das Geheimnis der Glückseligkeit Chuni Kunis”. O texto de ficção inédito, de acordo com o que a coluna apurou, trata do conflito do personagem Chuni Kuni com o álcool.
PERDENDO A SANIDADE
“Criei essa ficção a partir do comportamento de conhecidos e mesmo desconhecidos que quase perderam a sanidade e a perspectiva profissional por causa do consumo excessivo de bebidas alcoólicas”, conta Marcio. O curitibano revela de que maneira surgiu o convite para publicar na Alemanha: “Por e-mail. A pesquisadora Marlen Eckl me enviou uma mensagem, me convidando para publicar na antologia. Ela disse que conheceu a minha ficção por causa do livro Minda-Au, publicado em 2010 pela editora Record. A Marlen disse que leu e gostou do que escrevo e me convidou para a antologia, que é uma mostra da literatura brasileira contemporânea para o público alemão.”
LEITOR EXIGENTE E CRÍTICO
De fato, ser publicado na Alemanha representa muito: é um povo leitor, exigente e crítico. Mais que isso: é um novo mercado que se abre para Marcio Renato dos Santos, que publicou este ano o livro de contos “Golegolegolegolegah!”, pela Travessa dos Editores – a obra se esgotou em cinco meses. “O Fábio Campana, o meu editor de ficção no Brasil, recebeu com entusiasmo a notícia de que agora sou publicado na Alemanha”, diz o autor. Ano passado (2012), Marcio também participou de uma antologia de contos, O Livro Branco, organizada por Henrique Rodrigues e publicada pela Record – a proposta era que cada autor escrevesse um conto a partir de uma canção dos Beatles: Marcio assina “Uma jornada particular”, inspirado em “A day in the life”. Agora, publicado em alemão, Marcio Renato dos Santos, mais do que mostrar a sua obra ao mundo, leva o nome de Curitiba para o Velho Mundo e reafirma o seu talento de contista.
A coluna anuncia, em primeira mão, que o contista terá um novo livro publicado no início de 2014 pela Travessa dos Editores. Mais informações, em breve, com exclusividade.

Fabio Elias toca Raul na Biblioteca Pública

Fabio Elias entra em cena na Biblioteca Pública do Paraná (BPP) nesta sexta-feira (29), a partir das 17h30, para apresentar o show “O fundo do baú do Raul”, com canções do "pai do rock" que não fizeram tanto sucesso, como “Check-up”, “Coisas do coração”, “Mas I love you” e “Peixuxa”. A entrada é franca.

Há 24 anos em atividade com a Relespública, ele sempre toca alguma canção do Raul, como "Cowboy fora da lei" - seja com a banda ou em momentos solo. E não tem como não tocar. "O público costuma pedir: 'Toca Raul!'”, comenta o músico que, há um ano, é atração fixa, toda quinta, no Dom Capone, um bar situado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Elias avisa que, se o público da BPP pedir Relespública, ele toca qualquer canção do repertório de sua banda de rock, como “Capaz de tudo”, “Garoa e solidão” e “Nunca mais”. “Se pedirem alguma música de minha carreira solo, também toco. Sem problemas”, comenta o artista visceral que, em 2010, gravou um álbum autoral flertando com o estilo chamado sertanejo universitário.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dicionário amoroso

A editora baiana Casarão do Verbo está à frente do projeto Dicionário Amoroso: cada cidade brasileira onde haverá jogo da Copa do Mundo terá o seu livro de verbetes. O de Porto Alegre, assinado pelo Altair Martins, foi o primeiro ser lançado, agora em novembro, na Feira do Livro de Porto Alegre.

Assino o texto de orelha do livro do Altair: "Porto Alegre, meu amor", no qual declaro, de fato, a minha paixão e admiração pela capital gaúcha. O Dicionário Amoroso de Curitiba é de minha autoria e sai no ano que vem, em 2014.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Lançamento de "Asa de sereia"

Com Luís Henrique Pellanda, no lançamento de "Asa de sereia", na noite de 19 de novembro de 2013, na Livraria da Vila, em Curitiba.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Com o Vitor na Rua XV

Com o Vitor no show do Palavra Cantada, na manhã de 10 de novembro de 2013, na Rua XV, em Curitiba.

sábado, 9 de novembro de 2013

"na escuridão, amanhã"

No lançamento de "na escuridão, amanhã", de Rogério Pereira, em Curitiba, na tarde ensolarada de 9 de novembro de 2013, por volta das 16 horas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Wir Sind Bereit

A capa do livro "Wir Sind Bereit", coletânea que traz, entre outros textos e autores, o meu conto "O segredo da bem-aventurança de Chuni Kuni" traduzido para o alemão.

Agora, em alemão

Recebo, enfim, a antologia "Wir Sind Bereit", na qual participo com um conto inédito, traduzido para o alemão.

domingo, 3 de novembro de 2013

Quer saber?

Procure Saber? Que nojo [O filho do historiador só dá bola fora há duas décadas, que nojo. Os outros? Que nojo].

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

É fancha, Candinho!

         – Hoje é tudo inadimplente, mas na minha época era caloteiro. Inventam esses nomes pra disfarçar o que não tem disfarce!
         Candinho escuta a frase depois de pagar pelo almoço. Faz dieta. Os índices de colesterol e triglicerídeos ultrapassaram todos os limites. Agora, só no vegê.
         – É gai pra cá, gai pra lá, acho que é assim que se fala, não é? Mas antes era tudo manjado. Só dá manjado na rua, já reparou, guri?
         Candinho ri, em silêncio. Não demonstra concordar, nem discordar, do proprietário do restaurante onde almoça de segunda à sexta.
         – Essa chinesada, Deus me livre. Uns entram aqui, olham meu bifê e saem. Disfarçando, sabia? Mas não adianta. Não conseguem imitar. Uma chinesa, minha cliente, disse que já tentou, mas não consegue comer no restaurante dos patrícios. É muito sujo.
         Candinho não gosta dos refogados, das folhas nem da sopa, mas precisa almoçar sem excessos e esse é o único vegê próximo de onde trabalha.
         Há 21 anos Candinho bate o cartão ponto no mesmo escritório de contabilidade. Durante a maior parte dessa temporada, permaneceu sentado durante as oito horas do expediente e, no tempo livre, estava, em geral, sentado no sofá diante da televisão dentro do apartamento de dois quartos, sala, banheiro, cozinha e sacada que financiou – e ainda faltam dez, onze anos para quitar.
         Candinho caminha durante vinte minutos, antes e depois do almoço de segunda à sexta, e lamenta que agora, na véspera da aposentadoria, seja obrigado a fazer dieta. Um dos poucos prazeres de sua vida é ou, levando em conta a ruína da saúde, eram os molhos, a carne, as fritas, os ensopados, as massas e as sobremesas dos almoços.
         A voz da mulher em uma ligação telefônica avisa que Candinho foi premiado. Ganhou uma viagem para Roma, estada de 25 dias, com transporte aéreo, hospedagem, alimentação e até dinheiro para gastar, se quiser. Tinha férias vencidas, precisava mesmo se ausentar do escritório. Fez o passaporte, agendou datas, reservas e viajou.
         Candinho retornou da viagem, período no qual bebeu e comeu em excesso. O primeiro almoço, de volta, teria de ser no vegê do seu Newton. Ao chegar lá, o técnico em contabilidade estranhou a presença de uma mulher no caixa.
         – Cadê o seu Newton?
         – Você não soube?
         – Do quê?
         – Morreu.
         Candinho continuou a almoçar no restaurante, apesar de que frequentava aquele vegê por outro motivo. No tempo em que quase todo poder é delegado ao jovem, os chatos sobre duas rodas querem fazer de uma mera bicicleta um tanque de guerra e quando é perigoso chamar as pessoas e as coisas pelo nome que elas têm, o protagonista deste enredo sentia-se vivo, e livre da patrulha, quando, por exemplo, após duas mulheres passarem juntas de mãos dadas se beijando, o seu Newton olhava para ele e dizia, gritando:
         – É fancha, Candinho!


Ficção publicada na página 57 da revista Ideias (Travessa dos Editores), edição 145, novembro de 2013. Imagem: Las tentaciones de San Antonio, de Diego Rivera.

Walk on the wild side

Réquiem para Dóris, do Oneide Diedrich, segue por caminhos não óbvios, trata do sombrio, o humano se apresenta, é uma prosa inesperada e, por isso, e por muito mais, leio e recomendo.