segunda-feira, 30 de março de 2015

Tem Mais laiquis na CNT

Participei do programa Jogo do Poder - exibido em rede nacional pela CNT.

Tem Mais laiquis na Livrarias Curitiba

O lançamento é dia 8 de abril, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro, mas desde já é possível adquirir "Mais laiquis", o meu mais recente livro de contos, na Livrarias Curitiba.

domingo, 29 de março de 2015

Tem Mais laiquis no Jogo do Poder

É hoje! Sou convidado, ao lado do Aroldo Murá, do Jogo do Poder, programa que vai ao ar em rede nacional pela CNT às 23h30. É aniversário de Curitiba e vamos falar, entre outros assuntos, da ficção de Jamil Snege, de Manoel Carlos Karam, de Valêncio Xavier e de Wilson Bueno. E de "Mais laiquis", o meu mais recente livro de contos, que vou autografar dia 8 de abril no Museu Guido Viaro.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Terceira resenha de Mais laiquis - Jandique de Araújo rebate texto de Emiliano N. Ferreira


Por Jandique de Araújo
Fiquei chocado, quase tive “uns ataques”, ao ler o texto “Ensaio sobre a vaidade”, publicado neste espaço dia 19 de março. O autor, Emiliano N. Ferreira, entrou em cena sugerindo comentar o livro “Mais laiquis”, de Marcio Renato dos Santos. Mas, na realidade, Ferreira optou por fazer reparos no texto que escrevi, “Contemporâneo, divertido e arrebatador” — conteúdo veiculado neste mesmo espaço no último dia 17.
Emiliano N. Ferreira afirmou que não compreendi a proposta do escritor Marcio Renato dos Santos, pelo fato de eu afirmar que “Mais laiquis” trata, literariamente, do sucesso e do fracasso. Na avaliação de Ferreira, o referido livro teria como foco a vaidade humana. Pergunto: o “tema” sucesso não apresenta pontos de contato com o “tema” vaidade? Ou, então: a vaidade não diz respeito ao sucesso/fracasso? Considero que “Mais laiquis” problematiza a questão humana o que, em alguma medida, inclui sucesso e vaidade, entre outros assuntos.
“Mais laiquis” apresenta complexidade, e profundidade sobre o ser humano, e possibilita outras leituras, e não apenas o que encontrei, além de viabilizar muito mais reflexões do que aquilo que foi enunciado por Emiliano N. Ferreira.
Após ler e reler o artigo “Ensaio sobre a vaidade”, chego à conclusão de que, no fundo, vaidoso, mesmo, é o senhor Emiliano N. Ferreira. Mais que isso. Ele é presunçoso. Ou mais: é pernóstico. Ferreira afirma que me equivoquei ao dizer que o texto literário de Marcio Renato dos Santos é enxuto e ágil. Para Ferreira, “texto literário que não é enxuto e ágil, em 2015, não é texto nem literatura — todo escritor tem a obrigação de apresentar um texto compreensível, fluente e sem gorduras.” Tal afirmação é um equívoco. Nenhum escritor é obrigado a nada, muito menos a apresentar texto compreensível, fluente e sem gorduras. O prosador, se quiser, pode escrever um texto denso e até “difícil de ler” e, nem por isso, será — necessariamente — pior ou melhor do que aquele que pratica um “texto liso”.
Emiliano N. Ferreira chegou ao cúmulo de me chamar de vaidoso e superficial. O comentarista afirma, mas não prova o que diz. Blefa. Não vou me rebaixar e entrar no jogo dele. Ao contrário, considero este texto um ponto final na discussão. Não responderei a nenhum ataque. Se for caluniado ou difamado, serei obrigado a procurar assessoramento jurídico.
Lamento que a minha atitude, ter escrito e publicado uma análise literária, tenha gerado uma reação desmedida por parte de uma pessoa que não apresenta compostura para o debate intelectual.
Antes de encerrar, ressalto que, para mim, o que interessa é afirmar que “Mais laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos, traz uma discussão relevante a respeito da psicologia humana no século 21, onde as relações sociais estão, em tese, “ancoradas” nas redes sociais. O autor não cita aleatoriamente Facebook e curtidas em postagens. Ele se apropriada disso com a finalidade de mostrar a ascensão e a queda do humano contemporâneo, contextualmente, em um ambiente quase 100% digital — e faz isso de uma maneira inusitada, seduzindo o leitor a partir de uma linguagem elaborada e com humor — elemento que Emiliano N. Ferreira não demonstra saber o que é.
Era isso.
SERVIÇO:
“Mais Laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos. Publicada pela Tulipas Negras, a obra tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é o 978-85-917171-1-8. Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba – Paraná).

Conteúdo publicado originalmente no Indústria&Comércio.

quinta-feira, 19 de março de 2015

No lançamento do Livro dos Novos 2

Com Felipe Kryminice e Luiz Rebinski no lançamento do Livro dos Novos 2, da Travessa dos Editores, na Livraria da Vila em Curitiba, na noite de 18 de março de 2015. Foto de Lina Faria.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Emiliano N. Ferreira resenha Mais laiquis

“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” A frase está na Bíblia, em “Eclesiastes”. Um leitor, um bom leitor, sem dúvida, conhece a máxima — o que não é o caso, por exemplo, do senhor Jandique de Araújo que, no dia 17 de março deste ano, publicou neste nobre espaço um artigo intitulado “Contemporâneo, divertido e arrebatador”, a respeito de “Mais laiquis”, o novo livro de contos de Marcio Renato dos Santos.
Apesar de favorável ao autor, o artigo de Jandique de Araújo pode ser definido como uma sequência de equívocos. No início da “análise”, Araújo afirma que “todos os textos da obra literária tratam do sucesso. Ou melhor, do fracasso.” O comentário não é preciso. Tive acesso a um exemplar de “Mais laiquis” e os 13 contos, de maneira geral, discutem a vaidade humana.
Não vou resumir, nem contar enredos. Mas, é importante mencionar que, no citado artigo, Araújo escreveu que não iria “soltar ‘spoiler’ (resumo do enredo), mas, em seguida, o comentarista resumiu 3 contos, o do cantor da banda punk, o da amante de um empreendedor e o do escritor que não escreve mas é famoso. Com isso, ressalto, Araújo entrou em contradição e não ofereceu reflexão ao leitor, apenas diluiu, de maneira leviana, 3 textos literários.
Pois bem. Em “Mais laiquis”, conforme comentei em parágrafo anterior, o escritor trata da vaidade, seja ao apresentar integrantes de uma banda de rock em fim de carreira que ainda almejam fazer sucesso ou mesmo ao mostrar um artista que atua em várias frentes e, devido à dispersão, não consegue resultado efetivo em nenhuma das muitas áreas em que milita – recebe apenas elogios de amigos. Nestes dois exemplos, e em outros contos, Marcio Renato dos Santos, por meio da ficção, não está meramente problematizando sucesso e fracasso, mas, na realidade, o escritor discute a vaidade, pecado capital que pode fazer qualquer humano deslizar para o inferno de um ato para o outro.
Além da falta de perícia ao analisar a sutileza da proposta literária de “Mais laiquis”, Jandique de Araújo se vale de lugares-comuns que não dizem nada, como, por exemplo, quando afirma que o texto do autor é “enxuto e ágil”. Texto literário que não é enxuto e ágil, em 2015, não é texto nem literatura — todo escritor tem a obrigação de apresentar um texto compreensível, fluente e sem gorduras.
Resta dizer que “Mais laiquis” é um bom, um ótimo livro, não pelas observações que Araújo cometeu no artigo “Contemporâneo, divertido e arrebatador”, mas porque Marcio Renato dos Santos trata da vaidade humana, o que diz muito sobre a maturidade do escritor — e não pelos elogios falhados de um comentarista vaidoso e, lamento dizer, superficial chamado Jandique de Araújo.
SERVIÇO:
“Mais Laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos. Publicada pela Tulipas Negras, a obra tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é o 978-85-917171-1-8. Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba – Paraná).

Conteúdo publicado originalmente no Indústria&Comércio.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Jandique de Araújo resenha Mais laiquis


Após uma primeira leitura, o que chama atenção em “Mais Laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos, é o tema escolhido pelo autor.
Todos os textos da obra literária tratam do sucesso. Ou melhor, do fracasso. O escritor apresenta personagens que tentam, mas não atingem os objetivos almejados.
Sem soltar “spoiler” (ou seja, sem resumir enredo) comento, brevemente, 3 contos de “Mais Laiquis”. Em um deles, há um cantor de uma banda punk que sempre recebeu cachê de uma entidade e pretende se aposentar – mas o sujeito naufraga em sua missão. Em outro texto do livro, a amante de um bem-sucedido empreendedor não consegue postar as fotos do encontro amoroso. Há ainda, em um terceiro conto, um sujeito que recebe o convite para publicar um texto inédito de ficção no jornal mais importante do país; mas, apesar de ser conhecido como escritor, ele não escreve nem uma frase – trata-se, apenas, de uma personalidade do meio literário.
O contista curitibano, levando em consideração os contos mencionados no parágrafo anterior, apresenta aos leitores problematizações a respeito de desvios de rota. Os personagens elaboram planos, mas não os realizam. E isso diz respeito a ações ambiciosas e mesmo projetos minúsculos – eventos comezinhos.
Atualmente, todos, absolutamente todos vivemos em busca de visibilidade.
Postar uma foto no Instagram ou no Facebook é um caminho para tentar aparecer e/ou receber aprovação. Eu, você, o seu vizinho, a sua esposa, o seu amante, o seu amigo, o seu inimigo, todos, ao postarmos uma foto no Face, estamos tentando aparecer, chamar a atenção, não estamos?
Mas nem todos conseguem aparecer, por meio de uma postagem, nem todos conseguem obter “likes” – imagine, então, se o objetivo fosse uma ação mais ambiciosa?
Só pelo fato de o autor entender esse mecanismo contemporâneo e transformá-lo em ficção, “Mais Laiquis” já vale a leitura. Mas tem ainda o texto, enxuto e ágil, bem mais resolvido, e maduro, do que o escritor apresentou anteriormente em “Minda-Au” (Record, 2010), “Golegolegolegolegah!” (Travessa dos Editores, 2013) e “2,99” (Tulipas Negras, 2014). Marcio Renato dos Santos apurou a linguagem e, acima de tudo, a sua visão de mundo, que inclui humor e ironia, está traduzida em textos literários, de fato, irreverentes (e irresistíveis).
O livro ainda se destaca pela capa, onde tem um desenho de Allan Sieber – que publica tirinhas de humor na “Folha de S.Paulo”. Vemos um macaco dando “likes” e a imagem parece que está no Instagram: ou seja, a capa do livro simula uma postagem em rede social – o que, é preciso afirmar, trata-se de uma ideia, no mínimo, brilhante. O projeto gráfico é de Clarissa Menini.
SERVIÇO
“Mais Laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos.
Publicada pela Tulipas Negras, a obra tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é o 978-85-917171-1-8. Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba – Paraná). Mais informações: www.facebook.com/TulipasNegrasEditora.

Conteúdo publicado originalmente no jornal Indústria&Comérciohttp://tinyurl.com/k669p8c

Convite para o lançamento de Mais laiquis


segunda-feira, 9 de março de 2015

Dia 8 de abril tem "Mais laiquis"

Marcio Renato dos Santos (fotografado na Rua XV por Kraw Penas) autografa Mais laiquis, o seu mais recente livro de contos, dia 8 de abril no Museu Guido Viaro, em Curitiba, a partir das 18h25. A proposta literária do autor se revela no título, referência à prática de dar likes em postagens no Facebook e no Instagram. Mais do que mencionar a atitude, incorporada por alguns personagens, os textos literários discutem o sucesso e a necessidade de obter visibilidade quase em tempo real.

A escritora Maria Valéria Rezende assina o texto de apresentação de Mais laiquis, e pergunta: “Sem isso (a obrigatoriedade de ser visível), o que resta do sujeito hoje em dia? Tudo invencionice de escritor, ficcionista? Mas, então, por que esse desconforto que se insinua durante a leitura desses contos? Será possível escapar da teia, antes tarde do que nunca?”.

Muitos personagens de Mais laiquis estão, de fato, em busca de visibilidade. É o cantor da banda punk em decadência, o curador da mostra em cartaz no museu, o artista múltiplo que anuncia abandonar a arte, o encenador de peças que amava as amigas da esposa ou o sujeito que compra, e publica em seu nome, textos de um anônimo. Há aqueles que odeiam, engordam, pedalam, invejam e fazem de tudo para tornar o adversário, real ou imaginário, invisível. E, em meio aos 13 contos deste livro, também há os que não sabem se estão vivos, mortos ou dentro de um pesadelo.

Publicado pela Tulipas Negras, Mais laiquis é o quarto livro de contos de Marcio Renato dos Santos. O escritor curitibano estreou em 2010 com Minda-Au (Record), em 2013 a Travessa dos Editores viabilizou Golegolegolegolegah! e ano passado o autor publicou, pela Tulipas Negras, 2,99 – além de ter escrito, a convite da Casarão do Verbo, o Dicionário amoroso de Curitiba (2014), com verbetes sobre a capital do Paraná.

Serviço: Mais laiquis, livro de contos de Marcio Renato dos Santos.
Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba – Paraná).
Mais laiquis tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é 978-85-917171-1-8
Projeto gráfico: Clarissa Martinez Menini
Desenho da capa: Allan Sieber
Mais informações:
tulipasnegraseditora.blogspot.com

sábado, 7 de março de 2015

Mais laiquis chegando

Marcio Renato dos Santos (foto de Kraw Penas) autografa Mais laiquis, o seu mais recente livro de contos, dia 8 de abril no Museu Guido Viaro, em Curitiba, a partir das 18h25. A proposta do autor nesta obra se revela no título, referência à prática de dar likes em postagens do Facebook e no Instagram. Mais do que mencionar a atitude, incorporada por alguns personagens dos contos, os textos literários discutem o sucesso e a necessidade de obter visibilidade quase em tempo real.
            A escritora Maria Valéria Rezende assina o texto de apresentação de Mais laiquis, e pergunta: “Sem isso (a obrigatoriedade de ser visível), o que resta do sujeito hoje em dia? Tudo invencionice de escritor, ficcionista? Mas, então, por que esse desconforto que se insinua durante a leitura desses contos? Será possível escapar da teia, antes tarde do que nunca?”.
            Muitos personagens de Mais laiquis estão, de fato, em busca de visibilidade. É o cantor da banda punk em decadência, o curador da mostra em cartaz no museu, o artista múltiplo que anuncia abandonar a arte, o encenador de peças que amava as amigas da esposa ou o sujeito que compra, e publica em seu nome, textos de um anônimo. Há aqueles que odeiam, engordam, pedalam, invejam e fazem de tudo para tornar o adversário invisível. E, em meio aos 13 contos deste livro, também há os que não sabem se estão vivos, mortos ou dentro de um pesadelo.
            Publicado pela Tulipas Negras, Mais laiquis é o quarto livro de contos de Marcio Renato dos Santos. O escritor curitibano estreou em 2010 com Minda-Au (Record), em 2013 a Travessa dos Editores viabilizou Golegolegolegolegah! e ano passado o autor publicou, pela Tulipas Negras, 2,99 – além de ter escrito, a convite da Casarão do Verbo, o Dicionário amoroso de Curitiba (2014), com verbetes sobre a capital do Paraná.

Serviço: Mais laiquis, livro de contos de Marcio Renato dos Santos.
Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba — Paraná.
Mais laiquis tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é 978-85-917171-1-8
Projeto gráfico: Clarissa Martinez Menini
Desenho da capa: Allan Sieber
Mais informações:
tulipasnegraseditora.blogspot.com


terça-feira, 3 de março de 2015

Mais laiquis

Capa de "Mais laiquis", o meu novo livro de contos - lançamento no Museu Guido Viaro dia 8 de abril.