domingo, 31 de outubro de 2010

Rogério Gulin


Rogério Gulin, o mestre da viola caipira, apareceu no lançamento de Minda-Au, no Quintana, dia 27 de outubro.

Nilson Monteiro


Nilson Monteiro, escritor, foi outra presença marcante no lançamento de Minda-Au, em Curitiba, no Quintana, dia 27 de outubro de 2010.

Cristiano Castilho


Cristiano Castilho, jornalista da Gazeta do Povo, presenciou o lançamento de Minda-Au, no Quintana, em Curitiba, dia 27 de outubro.

Lucio Barbeiro


Lucio Barbeiro, o mago do design, foi lá no Quintana, dia 27 de outubro, no lançamento de Minda-Au, meu livro de estreia na ficção.

Minda-Au

Daniel Cabral


Daniel Cabral, artista plástico e ilustrador, autor do livro Arapuca, prestigiou o lançamento de Minda-Au, dia 27 de outubro, no Quintana, em Curitiba.

Maureen e Eric


O casal Maureen Miranda e Eric esteve no lançamento de Minda-Au, no Quintana, em Curitiba. Ele é advogado e empresário. Ela é artista plástica, atriz e diretora de teatro.

Marcio Reinecken


Marcio Reinecken, escritor, autor do ótimo livro de contos Você está aqui ou não está em lugar nenhum, também marcou presença no lançamento de Minda-Au, dia 27 de outubro, em Curitiba, no Quintana.

Cléo Busatto


Cléo Busatto, escritora e contadora de histórias, foi no lançamento de Minda-Au, dia 27 de outubro, no Quintana, em Curitiba.

sábado, 30 de outubro de 2010

Marcelo Almeida


O deputado federal Marcelo Almeida, um dos homens públicos que mais milita pelo livro em âmbito nacional, prestigiou o lançamento de Minda-Au, em Curitiba, na noite de 27 de outubro, no Quintana.

Eduardo Sganzerla


O escritor e editor Eduardo Sganzerla esteve no lançamento de Minda-Au, na noite de 27 de outubro, no Quintana, em Curitiba.

Dary Jr


Dary Jr, vocalista e letrista da banda Terminal Guadalupe, durante o lançamento de Minda-Au em Curitiba, no Quintana, na noite de 27 de outubro.

Marcelo Del'Anhol


Marcelo Del'Anhol, o editor de literatura da Editora Positivo, na noite da quarta-feira 27 de outubro, no Quintana, em Curitiba, onde aconteceu o lançamento de Minda-Au.

Aroldo Murá Gomes Haygert


Aroldo Murá Gomes Haygert, o professor, jornalista e escritor, durante o lançamento de Minda-Au no Quintana, em Curitiba, na noite de 27 de outubro de 2010.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Guilherme Cunha Pereira


Na noite da quarta-feira 27 de outubro, no lançamento de meu livro Minda-Au, no Quintana, em Curitiba, Guilherme Cunha Pereira, da vice-presidência do GRPCOM, grupo do qual faz parte a Gazeta do Povo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É hoje o dia


Hoje, dia 27 de outubro, é o dia do lançamento de Minda-Au, com sessão de autógrafos, a partir das 19h30, no Quintana, em Curitiba (confira o endereço no convite virtual acima). Convido você, leitor, meu conhecido, amigo, ou mesmo desconhecido, para brindar comigo, hoje, logo mais, a chegada de Minda-Au.
Aproveito e agradeço aqui aos colegas de imprensa que, nesta quarta-feira (e mesmo anteriormente) divulgaram o evento em vários jornais, blogs e sites.
Ao colega Reinaldo Bessa, obrigado: saiu nota em sua refinada e respeitada coluna na Gazeta do Povo, leia: http://tinyurl.com/3yzuzcj
Os amigos da Revista Ideias também estão me ajudando na divulgação, confira: http://tinyurl.com/33u7r5q
O ClicNews divulgou: http://tinyurl.com/2wsv7yw
Pedro Ribeiro, em seu Documento Reservado, deu uma força: http://tinyurl.com/345vvk7
A equipe do Jornal do Estado abriu espaço para falar de Minda-Au: http://tinyurl.com/2wzhf4d
O Estado do Paraná também está badalando: http://tinyurl.com/37kx6p8
São estes, os citados acima, que consegui encontrar via google. Naturalmente, agradeço a todos da Gazeta do Povo pelo apoio irrestrito desde o momento em que contei que iria ter um livro de ficção publicado. A matéria, que saiu no Caderno G, dia 17, veja aqui: http://tinyurl.com/35xlt96, é um dos grandes presentes que a Gazeta do Povo me deu, e pelo qual me sinto grato, continuamente. Agradeço a Rogério Pereira, proprietário do Rascunho e do Quintana, pelo apoio e oportunidade. E à editora Record, em especial, à Luciana Villas-Boas, por ter acreditado e apostado em Minda-Au. Obrigado a todos, e vamos brindar hoje, logo mais. Um abraço, um beijo, do Marcio.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The book is on the table


Minda-Au, o livro, finalmente se materializou. Recebi pelo correio uma remessa, diretamente do Rio de Janeiro, mais especificamente: da Editora Record. Em cima da mesa da sala, alguns dos exemplares. Ficou ainda mais lindo do que eu poderia imaginar. O papel da capa é algo raro. O miolo, então, coisa mais do que fina. Só vendo para crer.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Deu na Gazeta do Povo



No detalhe da foto deste post, a matéria que saiu neste domingo, dia 17, na página 5 do Caderno G, na Gazeta do Povo. "Contos de Tristezas Cicatrizadas" é texto de Irinêo Baptista Netto, que realizou uma das matérias mais completas a respeito de livro que já li em toda uma temporada de vida como leitor. Ele falou do meu livro de estreia, Minda-Au, que a Record acaba de lançar e, simultaneamente, ainda traçou um breve perfil meu. A foto, da Priscila Forone, também ficou excelente: me capturou enquanto eu caminhava nas imediações do Paço da Liberdade SESC Paraná, na Praça Generoso Marques, bem no centro de Curitiba. No reflexo do vidro, a cidade que em alguma medida também aparece nos 7 contos de Minda-Au. Já leu a matéria? Caso queira reler ou mesmo ler pela primeira vez, eis o link: http://tinyurl.com/35xlt96

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Satisfação


Um dicionário define que satisfação pode ser o prazer que surge da realização de algo que se espera, e confesso que estou mesmo é surpreso, e imensamente grato, com a matéria publicada na edição do último domingo (17) na Gazeta do Povo sobre o meu livro de contos Minda-Au. Texto absolutamente genial de Irinêo Baptista Netto, que misturou elementos de jornalismo com toques de resenha. O Irinêo é seguramente um dos melhores profissionais em atuação no Brasil neste espaço-tempo. Quem ainda não viu, e tem curiosidade, basta clicar neste link: http://tinyurl.com/35xlt96

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Luciana Villas-Boas


Foi e é graças a ela, Luciana Villas-Boas (na foto acima, registrada por Damião A. Francisco), que eu faço a minha estreia na literatura brasileira. Se não fosse por ela, Luciana, eu estaria com os meus contos aqui, neste computador onde escrevo o texto para o post deste blog. Não fosse por ela, Luciana, nem este blog existiria, pois este minda-au.blogspot.com só tem sentido por causa do livro Minda-Au, que a Record acaba de publicar. E a Record só publicou Minda-Au por que ela, Luciana, leu os originais e gostou de Minda-Au. Luciana Villas-Boas é a diretora editorial da Record, a maior editora do Brasil, uma das mais importantes do mundo. Pela Record saem as obras de Gabriel García Márquez, Graciliano Ramos, Cristovão Tezza, entre tantos grandes autores. E é ela a editora, com sensibilidade e inteligência, para saber o que merece ser editado. A literatura brasileira conteporânea sai, e circula, sobretudo, por que a Record publica nomes como Marcelino Freire, Felipe Pena, Nelson de Oliveira, Mario Sabino, Edney Silvestre, João Anzanello Carrascoza, Leandro Sarmatz, Altair Martins e João Gilberto Noll, entre tantos outros autores relevantes. Lembro agora que são da Record alguns dos livros que abocanharam os prêmios mais importantes da História recente da Literatura. E tudo isso tem a ver com o fato de Luciana Villas-Boas ser a editora da Record. A você, cara Luciana, o meu mais do que muito obrigado, todo o agradecimento do mundo, pela honra que é ter o meu primeiro livro de ficção como algo real. Sobretudo, produzido com o profissionalismo da Record que conta uma equipe brilhante: são tantas as profissionais que me ajudaram, Ana Paula Costa, Magda Tebet, Adriana Fidalgo, Carolina Zappa, Juliana Braga, Monica Morel, Tatiana Alves, enfim, obrigado também a vocês. Um brinde daqui de Curitiba, a você, Luciana, a pessoa que mais conhece, gosta e entende de literatura neste país. Viva!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Golegolegolegolegah!

Pela janela tudo são gotas que caem sem parar nesta tarde cinza. A cidade está encoberta por nuvens. Aqui, do décimo quarto andar, não vejo o asfalto lá embaixo. Isso não é ruim. Imagino que ninguém me veja, o que é razoável. Tenho saído cada vez menos deste apartamento, apesar de sentir uma vontade cada vez maior de circular pela cidade, de gritar e dizer que estou cansado de tudo, mesmo não fazendo nada.

Vivo em Goiânia, mas a informação pode ser falsa. Não acredite em tudo o que estou dizendo. Posso estar em Maringá, Florianópolis, Caxias do Sul ou Campinas. Que diferença faz? Vim aqui pra me esconder. Dos outros e principalmente de mim. Nasci, cresci e parecia estar condenado a permanecer por toda a existência em uma mesma cidade. Mas fugi. Lá, mesmo em liberdade, me sentia dentro de uma prisão. Aqui a sensação não é muito diferente.

Pode esperar uns instantes? Vou até a cozinha. Estou com sede, preciso beber água. Na realidade, levanto da cadeira e caminho por outro motivo. Por que comecei o texto sem saber pra onde ir? Agora, quero pensar um pouco. Já estou na sala. Ligo o som. Desligo. Se eu ouvir uma canção, é capaz de eu seguir na mesma onda do texto do cantor. Um tema instrumental pode fazer com que eu abandone este texto para ficar apenas ouvindo, ouvindo e ouvindo.

Tudo era limitado na cidade onde nasci. Tive notícias de que muito mudou durante esses anos, depois que abandonei aquele lugar. Mas quando eu vivia lá, só havia espaço pra uma pessoa atuar em determinada área. Só tinha um pintor, um arquiteto, um jornalista, um cirurgião, um delegado, um poeta, um professor, um cozinheiro e assim por diante. Quando cheguei no planeta, já não havia mais oportunidade pra eu fazer nada. Havia sim apenas uma opção, sobre a qual falarei daqui a pouco. No entanto, o problema maior era que apenas uma única família dominava toda aquela terra. Muitos, como eu, também tentaram fugir. A maioria foi capturada e teve um final trágico.

Lembro, mas queria esquecer, que tudo naquele lugar era vigiado. Toda carta, conferida. Ninguém entrava ou saía da cidade sem pedir autorização. Os donos daquele pedaço de terra mandavam e desmandavam em tudo. Até os casamentos dependiam do sim, ou do não, dos humores dos sujeitos daquela família que controlava do consumo de pão ao vocabulário permitido nas ruas. Um dos homens da família mais rica da cidade se deitava com todas as mulheres quando elas completavam 19 anos. Até e principalmente com noivas. Solteiras, casadas e viúvas também eram obrigadas a passar pelo menos uma noite na casa grande. Não havia segredos naquela terra. Uns diziam que o nome da cidade era inferno.

Agora vivo em outro local, mas tenho medo de circular. Tem um bar ali embaixo. No térreo. Às vezes almoço o prato do dia, bebo duas ou três cervejas, o dono puxa conversa, apenas sorrio. Não quero falar nada. Quando perguntam onde nasci, mudo de assunto. Estou bem assim, sozinho. Evito problemas. Tenho dinheiro, que entrou na minha vida por engano ou acaso. Guardei quase tudo e pelas contas que fiz dá e sobra pruma uma vida de 90 e tantos anos. Não fiz nem 50 e não preciso mais trabalhar. Mas tenho me cansado dessa folga e desse silêncio, que era tudo o que eu buscava naquele tempo barulhento daquela cidade onde nasci e de onde sempre quis fugir.
        
Vou interromper novamente a narrativa. Comecei faz seis parágrafos e já estou com vontade de encerrar. Ah, não me apresentei ainda, ou já? Mas, faz diferença dizer que o meu nome é Abel, Douglas, João, Marcio, Noel, Salomão ou Tavares? O nome, onde estou, de onde vim, o que vivi ou suponho ter vivido, tudo isso é secundário ou mesmo irrelevante. Será que coloco um ponto final no texto? Já estou no banheiro. Abro a torneira. Molho as mãos. Olho no espelho. Isso que vejo não pode ser o que penso que sou. Isso, o que está fora do espelho, deve ser ficção.
        
Aqui onde estou agora, se é que estou mesmo aqui, não tenho certeza, mas este lugar também parece ser controlado, nem tanto como aquele povoado onde nasci. Lá, os donos de tudo, que eram poucos, sabiam o que os outros todos comiam, bebiam, se cantavam, brigavam ou faziam planos. Aquela pequena família poderosa estimulava o ódio entre a comunidade, não sei de que maneira. Mas o fato é que vizinho desconfiava de quem vivia do outro lado do muro, trabalhador alimentava ódio em relação a seu colega de trabalho, filho articulava o extermínio do pai, e parecia até haver um ambiente propício para eliminar as mães.
        
Chega. Quero interromper a narrativa. Será que paro agora? Não. Ainda vou seguir, nem que sejam apenas mais dez parágrafos. A lembrança do passado faz com que eu tenha vontade de matar os donos do local de onde vim. Mas nem isso posso fazer. Anos depois que fugi, houve uma revolta e mataram, com gestos violentos, todos os integrantes da família que comandava a cidade. Dizem que enterraram o patriarca ainda vivo. Mas enquanto estiveram no poder aqueles sujeitos provocaram muito estrago. Lembro que eles exigiam até exames de sangue de toda a população para saber quem consumia carne de porco em excesso. Inventaram necessidades absurdas, que endividavam a todos e isso inviabilizava uma eventual tentativa de fuga.

Uma noite, sem avisar, fiz uma visita. Sim, retornei ao local de minhas origens. Poderia ser preso, mas me disfarcei. Mudei a cor dos meus cabelos, coloquei óculos escuros. Caminhei pela rua principal, dei uma volta pela praça, mas tive de evitar qualquer contato. Passei até pela rua da casa de minha família, onde nasci e cresci. Mas antes do amanhecer, já tinha saído daquele lugar, pra onde não pretendo voltar.

Que vontade de parar esse texto e sair, beber um, dois, três ou mais goles de cerveja, e contar isso que tento escrever prum desconhecido. Isso mesmo. Talvez se eu falasse, numa dessas passava a vontade, sumia o impulso e eu me resolveria de vez. Já não estou mais sentado digitando o texto. Chego na cozinha, abro a porta da geladeira. Só tem água. E essa sede de cerveja.

Olho pra esta, praquela e pra outras janelas, agora o tempo está nublado, mas quando tem sol ou pelo menos quando não tem nevoeiro, é sempre a mesma paisagem. Nem poderia ser diferente. Mas é que não saio daqui. Estou com vontade de colar nos vidros umas reproduções que tenho de quadros de Van Gogh, Munch, Picasso e outros. É que cansei de ver as mesmas imagens de todo dia, do que passa e até do que parece não passar lá embaixo. A vida não deve ter graça lá, mas aqui em cima tudo também é muito chato.

Vou contar algo que preferia esquecer. Tem noites, e mesmo tardes, em que acordo, pulo da cama e corro em direção ao computador. Começo a escrever sem parar, e penso que não tenho controle sobre o que digito. Não reviso. Depois dou um tempo de uma ou duas horas. E é sempre o mesmo texto. O mesmo que escrevi há dez anos, semana passada, ontem, hoje, este, o que você está a ler.

Vim para cá por que aconteceu um erro. Recebi um dinheiro que não era pra mim. Mas não reclamei. Não falei nada. Muita grana. Uma herança que se desviou de seu destino. Subornei umas poucas pessoas e, somente assim, consegui sumir daquela terra de onde nasci. Desde então, nunca mais tive de fazer nenhum esforço pra conseguir comida, bebida, repouso, brisa e sobremesa. Mas faço sim alguma força para viver. Afinal, cansa não fazer nada, sabia?

Vou contar outro fato, se é que não falei anteriormente: só escuto uma canção. Isso mesmo. Uma única música. Não vou falar qual é. Também só leio e releio um livro. Tenho e uso modelos de uma mesma calça, e isso vale para camiseta, blusa e sapatos. Não surpreende, nem a mim, ou a qualquer pessoa, o fato deu beber apenas água e vinho. Surpreende? Acima de tudo, escrevo e reescrevo todos os dias, já faz tempo, este texto, mas isso eu havia comentado há uns parágrafos, não é mesmo?

Olho praesta, praquela e proutras janelas, e os meus olhos começam a cansar de tanto ver as mesmas imagens. A minha cabeça dói. Meus dedos também, de tanto escrever, apagar, reescrever, apagar de novo, e assim todo dia, toda tarde, toda noite, uma insônia permanente, um sonho que não termina ou como chamar isso aqui, alguém tem uma pista?

Já não estou mais sentado digitando o texto, caminho pelo corredor do apartamento e lembro que fugi da cidade onde nasci num momento de mudança de tecnologia. Será que foi quando a máquina de escrever foi substituída pelo computador? Ou na época em que dizem que o jornal impresso iria acabar? Não lembro, faz tanto tempo e tenho apenas a certeza de que escapei de um processo de adestramento pra fazer as velhas tarefas de umoutra maneira.

Vivo em Goiânia, Maringá, Florianópolis, Caxias do Sul ou Campinas? Faz diferença saber onde? Se me chamam de Abel, Douglas, João, Marcio, Noel, Salomão ou Tavares é uma questão?

Pela janela tudo são gotas que caem sem parar nesta noite. Ou já amanheceu? A cidade ainda está encoberta por nuvens? Aqui, do décimo quarto andar, vejo o asfalto lá embaixo. Acho que vou dar uma volta. Sim. Circular pela cidade. Se algum funcionário do departamento de controle solicitar meus documentos, terei problemas, mas tudo está muito calmo e começo a sentir falta de tremores de terra.

Golegolegolegolegah!  é um conto inédito, que não faz parte de Minda-Au, livro com 7 contos, de minha autoria, que a Record acaba de publicar. Esta prosa surgiu ao som das canções da Céu, dos Beatles e do mestre Nei Lisboa, salve.

domingo, 10 de outubro de 2010

7 motivos para Nei Lisboa abrir o show de Paul McCartney em Porto Alegre


Primeiro: Por que o Nei Lisboa (na foto acima, em registro fotográfico de Adriana Franciosi) é um dos mais talentosos compositores da música brasileira. Basta ouvir Romance ou Cena Beatnik para comprovar, e bem que a produção do show do Paul McCartney poderia convidar Nei Lisboa para realizar a apresentação de abertura;

Segundo: Por que o Nei Lisboa é um excelente cantor e interpreta com muita bossa as suas próprias composições, algo que poucos artistas fazem bem, isso não apenas no que diz respeito ao Brasil, mas em âmbito planetário;

Terceiro: Por que o Nei Lisboa, em 30 anos de trajetória, realizou apenas álbuns e canções excelentes, de uma beleza rara e emocionante; e seria magnífico ele fazer o show de abertura para o Paul McCartney em Porto Alegre mostrando algumas de suas belas e incomparáveis composições;

Quatro: Por que o Nei Lisboa é um dos artistas que melhor falou sobre Porto Alegre sem citar nominalmente Porto Alegre em suas canções; então, ele, Lisboa, é mais do que indicado para dar início ao show de Paul McCartney em Porto Alegre, cidade onde a população e o público admiram muito o repertório dele, Lisboa.

Cinco: Por que a atual turnê de Nei Lisboa, Vapor da Estação, está correndo o Brasil e é, sem dúvida, o melhor show que Lisboa realizou em três décadas; nem precisa ensaiar para fazer bonito no dia 7 de novembro no Beira Rio, antes de Paul McCartney entrar em cena;

Seis: Por que o Nei Lisboa dialoga tanto com os compositores brasileiros que escreveram canções melódicas com belas letras como com os Beatles, banda de McCartney, que reinventou a canção no planeta Terra;

Sete: Por que para o Nei Lisboa seria bacana fazer o show de abertura, mas o Paul McCartney também teria muito prazer em ver e ouvir Nei Lisboa cantando; acima de tudo, seria um presente para o povo de Porto Alegre; mais que isso, um reconhecimento ao Nei Lisboa, hoje, desde ontem, e sempre, uma das mais belas vozes que o Brasil foi capaz de produzir.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Release de Minda-Au

 Eis o texto que a Editora Record produziu para divulgação de Minda-Au:

            Histórias heterogêneas, mas ligadas, de alguma forma, pela constante presença de Curitiba. Uma cidade aqui repleta de mistério e estranheza. Personagem e cenário, ela revela, nos contos de MINDA-AU, lembranças e anseios de Marcio Renato dos Santos. Estréia na ficção do jornalista curitibano, o livro possui grande carga autobiográfica. “Minda-Au, contam o meu pai Luiz e a minha mãe Júlia, foi a primeira, talvez a segunda, no máximo a terceira palavra que falei. A tradução que encontrei para um dromedário de um quadro de minha avó”, revela o autor.

O livro abre com Sub, história de Edward, morador de rua. Por alguma razão não especificada, ele perde trabalho e família, e faz das ruas da cidade sua nova casa. Já A guitarra de Jerez trata de um violão feito na cidade homônima, sul da Espanha, e que, supostamente, carrega consigo uma maldição: todos os que tocam o instrumento, acabam morrendo. Em O espírito da floresta, Marisa é influenciada pela existência de certo espírito pertencente a um tempo em que tudo era apenas mata.

No conto De teletransporte nº 2, o narrador descreve um sonho, onde passa de uma situação a outra sem a menor lógica aparente. Em Os homens sem alma, é a vez do narrador dar um tratamento poético ao conto, estruturado exclusivamente em parágrafos curtos. Pra quem busca uma nova vida fala de um homem de Curitiba, que tenta a vida em Porto Alegre. Mas após cinco meses, retorna à sua cidade natal, pois não conseguiu nenhum emprego, nem nenhum amigo. O último conto do livro é Ali, agora e fala de um rapaz em formação, e de sua relação com seu mestre, que acaba morrendo, vitimado por câncer.

Marcio aqui cria um universo feito a partir da linguagem, onde o importante é a expressão. Forte e contemporâneo, MINDA-AU reúne textos que retratam a realidade do Brasil de hoje, onde a miséria, o desemprego e o desespero diante da falta de perspectivas se misturam com a esperança por um futuro melhor e a alegria de amar.