sexta-feira, 29 de março de 2019

Curitiba é travessia

A convite da Livrarias Curitiba, escrevi um breve texto para celebrar os 326 anos de Curitiba.
O conteúdo está nas plataformas digitais da empresa e pode ser conferido a seguir: "Curitiba é você e tantos mais que convivem comigo neste cenário em busca do pão, do carnaval, da água e do vinho sob garoa, sol, sonho e neblina. A você e a tantos, agradeço pelos dias, noites e madrugadas, pelo que foi e por aquilo que vem: Curitiba é travessia".

Sexta-feira tem A cor do presente


O falo ereto

O falo ereto - única ponte entre duas almas gêmeas.
Dalton Trevisan

Fuh you


O fim da vida


Conhece da humana lida
a sorte:
o único fim da vida
é a morte
e não há, depois da morte,
mais nada.
Eis o que torna esta vida
sagrada:
ela é tudo e o resto, nada.

Poema de Antonio Cicero publicado em Porventura (2012).

sexta-feira, 22 de março de 2019

A cor do presente no Museu Guido Viaro

A cor do presente, o meu oitavo livro de contos, está disponível para a compra no Museu Guido Viaro, na Rua XV de Novembro, 1.348, no centro de Curitiba. Custa R$ 30.

Quase surge um nada

"Quase surge um nada", meu conto inédito que a Ideias publica em sua edição de março de 2019, é um dos textos de ficção de minha autoria com mais audiência nos últimos anos. Agradeço aos leitores e leitoras e segue o link para quem ainda não leu e também para aqueles e aquelas que já conhecem e estiverem a fim de revisitar: Senilson.

quinta-feira, 21 de março de 2019

O meu oitavo livro de contos

A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. 
Publicado em março deste 2019 pela Tulipas Negras.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Afinado e agudo

"Marcio, você está cada vez mais afinado e agudo, como Dalton e Jamil".
André Seffrin, sobre A cor do presente, o meu oitavo livro de contos.

Sobreviver

"Sobreviver é a salvação. Pois parece que viver não existe. Viver leva à morte".
Fragmento de "O ovo e a galinha", narrativa de Clarice Lispector.

quarta-feira, 13 de março de 2019

A cor do presente na Arte & Letra

Com Thiago Tizzot na Arte & Letra, livraria que já comercializa A cor do presente (Tulipas Negras, 2019), o meu oitavo livro de contos. A Arte & Letra fica na Alameda D. Pedro II, 44, em Curitiba. Preço do livro? R$ 30.

Agora

"Depois refleti que todas as coisas nos acontecem precisamente, precisamente agora. Séculos de séculos e apenas no presente ocorrem os fatos".

Fragmento de "O jardim de veredas que se bifurcam", narrativa de Jorge Luis Borges.

terça-feira, 12 de março de 2019

Quase surge um nada


Natália diz que vai criar um personagem absolutamente original. Mostro os dentes, fecho a boca, ela quer saber qual o motivo da minha risada e sigo em silêncio. Repete que o seu plano é construir um protagonista inédito em âmbito mundial. Durante uma pausa em seu discurso, comento que também vale recriar algum personagem do Shakespeare ou do Dalton Trevisan, da Lucia Berlin, do Machado, da Clarice, da Hilda, da Lygia ou do Pirandello, entre tantas opções.
Natália boceja.
Digo que é possível elaborar um personagem a partir de pessoas:
– Misture atitudes de um, nuances do comportamento de outro, um tique de um terceiro, a dicção e o silêncio de uma conhecida e, enfim, está pronto o seu Frankenstein.
Aos gritos, ela diz que sempre desconfiou, mas agora tem certeza. Afirma que sou uma fraude:
– León, você nunca me enganou! É um plagiador. Copia autores e a realidade.
Esta, ainda não sei, é a nossa última conversa. Vamos romper a relação daqui a algumas linhas. Antes, no entanto, ela vai pronunciar tantas palavras, nem sempre gentis:
– León, você só escreve contos por ser incapaz de fazer um romance.
Natasha, prefiro chamá-la assim, desabafa.
Não conto tudo o que ela falou, é um lamento, discurso repetitivo, vocês já ouviram pessoalmente ou em novela, filme e leram em prosa.
Mas, após parte do descarrego, ela descreve características do personagem que elabora há meses. Ainda não tem nome definitivo. Talvez se chame Senilson, Suinilson ou até mesmo Mentirinha.
– É um medíocre, mais medíocre do que você, León, bem mais. Perto dele, você é um gênio.
A Natália me esculhamba durante a explicação. Mas, enfim, o personagem dela, Senilson, Suinilson ou Mentirinha, é um sujeito que não sabe escrever e, apesar disso, ganha a vida como jornalista.
– O Senilson não é propriamente um jornalista, mas um bajulador. Vai lamber tudo, das botas aos cabelos, de quem pagar pelo seu serviço.
De acordo com Natasha, o protagonista de seu romance nunca protagonizou nada. E, entre outras bizarrices, mesmo sem saber escrever publica livros. Contrata pessoas que produzem obras repletas de frases feitas e múltiplos equívocos, e ele apenas assina, como se fosse o autor.
– É um tolo vaidoso! Confunde poesia com pieguismo e desabafo. Não tem imaginação, é inculto, destituído de força física e pequeno, mínimo em tudo. E, principalmente devido ao tamanho, revolta-se contra pessoas mais altas e inteligentes que ele. Ou seja, vive em conflito com o mundo.
Pergunto o que motiva o Senilson, mas ela não explica. Diz que, quando eu ler o romance, possivelmente vou compreender a psicologia do personagem.
Mas, destaca, uma das marcas do Senilson é a seguinte:
– Decrépito desde a infância e sem disciplina para ler, não possui argumentos. Não raciocina com clareza. Então, usa lágrimas para tentar comover e, assim, convencer os interlocutores. Mas, fique sabendo, não é um ser que se emociona. Chora balbuciando com o objetivo de levar a sua carteira, entende?
Natália ainda fala sobre o comportamento do personagem, que pode vir a se chamar Mentirinha, o das pernas curtas, pelo fato de plantar notas maldosas na imprensa e atribuir o gesto a outras pessoas – ações em geral sem efeito, mas que ele se orgulha de praticar.
Escuto tudo, tudo o que ela fala.
Pergunta qual é a minha opinião. Fico em silêncio. Não comento que esse personagem, mesmo se for original, é uma figura desinteressante.
Natasha sai sem se despedir e, ainda não sei, mas saberei, para nunca mais. E me deixa assim, nu, suado e quase sem energia neste quarto de hotel, onde vou passar a noite sozinho para sonhar, se possível, com alguma personagem – do Machado, da Hilda Hilst ou da Lucia Berlin – que poderia estar aqui, agora, comigo.



Conto inédito, de minha autoria, publicado na página 59 da Revista Ideias 209, março de 2019. Ilustração de Vitor Mann.

segunda-feira, 11 de março de 2019

A cor do presente: Simon Taylor e Kelly Sumeck

Simon Taylor e Kelly Sumeck no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Lucas, Rafael e Luiz Carlos dos Santos

Meu sobrinho Lucas, meu irmão Rafael e o meu pai, Luiz, no lançamento de A cor do presente. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Felipe Kryminice

Felipe Kryminice no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Odenir Nadalin Junior

Odenir Nadalin Junior no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Anderson de Souza

Anderson de Souza no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

domingo, 10 de março de 2019

A cor do presente: Daniel Tozzi

Daniel Tozzi no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Filipe Albuquerque e Leticia Lopes Ferreira

Filipe Albuquerque e Leticia Lopes Ferreira no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Homero Gomes

Homero Gomes no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Jonatan Silva

Jonatan Silva no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Franco das Camélias

Franco das Camélias no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Guilherme Luiz dos Santos

Guilherme Luiz dos Santos, meu irmão, no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Jandira Zanchi e Marcia Pfleger

Jandira Zanchi e Marcia Pfleger no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Andrey Luna Giron

Andrey Luna Giron no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019. 

A cor do presente: Nicole Correia e Sandro Malk

Nicole Correia e Sandro Malk no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019. 

A cor do presente: Valdir Cruz

Valdir Cruz no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Roberto Nicolato

Roberto Nicolato no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Felipe Kryminice e Camila Castro

Felipe Kryminice e Camila Castro no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Naotake Fukushima

Naotake Fukushima no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Paula e João Lucas Dusi

Paula e João Lucas Dusi no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Benedito Costa

Benedito Costa no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Otto Leopoldo Winck

Otto Leopoldo Winck no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Carlos Machado

Carlos Machado no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Guido Viaro

Guido Viaro no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.

A cor do presente: Lucas Silveira de Lavor

Lucas Silveira de Lavor no lançamento de A cor do presente, o meu oitavo livro de contos. Café Tiramisù, 9 de março de 2019.