segunda-feira, 26 de março de 2018

Contos que retratam o agora

O Sérgio Tavares escreveu resenha de A certeza das coisas impossíveis, meu sétimo livro de contos, confira:

Marcio Renato dos Santos é, sem dúvida, o mais contemporâneo contista em atividade.
Sua literatura não se presta a transitar pelo território da memória, entrando por rotas de um passado em que viveu ou um em que todos vivemos, e sim armar um dispositivo para retratar o agora, transportar para o universo ficcional os assuntos e as discussões que dominam a ordem do dia.
Foi assim com Mais laiques, de 2015, coletânea regida pelas transformações que as redes sociais produziram no comportamento humano e nas inter-relações pessoais.
A certeza das coisas impossíveis, seu mais recente livro, reúne 11 breves narrativas pautadas por temas como representatividade de gênero, empoderamento feminino, justiçamento e aparição dos críticos de ocasião.
O texto do autor curitibano é sempre limpo, sem maneirismo ou firulas linguísticas, dotado de um controle flexivo que se molda intuitivamente à oralidade.
É curioso que muitos cronistas trabalham seus textos com uma sofisticação que lhes conferem a qualidade do conto, enquanto Marcio Renato toma o caminho inverso, concedendo leveza às suas narrativas de modo a ganharem a límpida naturalidade da crônica.
O personagem é sempre o elemento condutor. A partir de seu ponto de visão, o enredo se desenvolve por cenários externos, mesmo quando provém de um curso mental.
Assim acontece em “De volta a Malecón”, o conto de abertura. Mara, uma transexual, perambula pela cidade à beira, buscando referências em diversas expressões artísticas para reconstituir uma vida de afetividades e aventuras sexuais.
“Mágica no absurdo”, o melhor e mais complexo, coloca o dedo na ferida ao tratar do representante de um frigorífico que tem de lidar com uma campanha publicitária baseada no empoderamento feminino. O texto, recheado de sugestões e momentos expositivos, traça um embate entre a canalhice e o socialmente correto, numa situação estapafúrdia que mira no uso de uma bandeira política para arrematar segundas intenções.
“Amanda” encontra-se nessa mesma chave. A personagem-título conduz sua rotina medíocre por meio de convicções extraídas de impressões de filmes alugados numa locadora próxima ao apartamento onde mora. A ocorrência de algo trágico revela a falta de sensibilidade que se dirige ao infortúnio alheio.
Outros contos abordam o machismo, a violência contra a mulher e a fragilidade moral, chegando ao fim com “Tenho pistola, pistolão”, sobre um indivíduo que sai pelas ruas de Curitiba exterminando pessoas pobres, no que chama de “fazer a limpeza da cidade”.
Entre a crítica e uma espécie de absurdidade prosaica, Marcio Renato se consagra um autor que não busca um rótulo temático, mas firmar uma obra na qual a arte da escrita se vira feito uma antena para seu tempo, estabelecendo sinais de conectividade com a malha social.
Publicado em A Nova Crítica.

sábado, 24 de março de 2018

A certeza das coisas impossíveis na Livrarias Curitiba

A Livrarias Curitiba disponibiliza para compra A certeza das coisas impossíveis, meu sétimo livro de contos, por apenas R$ 25. Nas lojas e no site. Compre aqui.

quinta-feira, 22 de março de 2018

quarta-feira, 14 de março de 2018

Atravessando o Mar paraguayo

Travessia de balsa sobre o Mar paraguayo, cenário do conto "De volta ao Malecón", primeira narrativa de meu livro A certeza das coisas impossíveis.

domingo, 11 de março de 2018

Primeira resenha de A certeza das coisas impossíveis



A professora da UEPG, pesquisadora e escritora Luísa Cristina dos Santos Fontes publicou o texto "A certeza das coisas impossíveis", título homônimo de meu sétimo livro de contos, no jornal Diários dos Campos, de Ponta Grossa, dia 10 de março de 2018. Luísa faz um relato do lançamento, realizado no dia 3 de março no Café Tiramisù, em Curitiba, e também comenta aspectos do livro:


No aconchegante bistrô Café Tiramisù, no Museu Guido Viaro, Curitiba, no último sábado, o escritor Marcio Renato dos Santos lançou A certeza das coisas impossíveis, seu sétimo livro de contos. Com a simpatia que lhe é peculiar, o escritor recebeu calorosamente muitos amigos, familiares e escritores. A presença do escritor Cristovão Tezza, uma referência nacional, chamou a atenção do público — sinalizando o prestígio da literatura de Marcio Renato dos Santos, destaca o jornalista Aroldo Murá. Além de Tezza, estiveram lá os escritores Andrey Giron, Carlos Machado, Cezar Tridapalli, Guido Viaro, João Lucas Dusi, Luiz Rebinski, e os jornalistas Aroldo Murá, Katia Kertzmann, Omar Godoy e Walter Schmidt, entre outros... Estive lá, representando os escritores da Academia de Letras dos Campos Gerais.
Entrar em contato com a prosa de Marcio Renato dos Santos é uma experiência inesquecível. Ele escreve bem, basta? Ele escreve muito bem; tem dicção única. Publicado pela Editora Tulipas Negras, em edição esmerada, A certeza das coisas impossíveis é composto de onze narrativas saborosas nas quais o autor seduz o leitor com uma prosa ágil, perturbadora e permeada de uma criticidade incisiva.
Logo na epígrafe destinada à abertura da obra, fica claro o quanto essa busca será uma aventura de uma escrita em se tornar algo para além das palavras: “As coisas não existem. O que existe é a ideia melancólica e suave que fazemos das coisas.” (Hilda Hilst)

Por meio de uma linguagem que entremeia o cotidiano, o ramerrão da vida diária, a subjetividade das personagens e dos tempos narrados remonta um crescente interesse em questões sociais mais amplas, transmutando, entretanto, em uma penetração cada vez mais aguda de uma percepção microscópica do real. Uma estrutura enigmática a estimular a invenção ficcional para além da representação de uma suposta realidade advém desse petit pavê, tão típico de uma Curitiba mais que latente, calçamento de relações entre o real e o irreal conformando uma insólita tapeçaria de relações humanas. Tal condição se verifica, exemplarmente, na engenhosidade de “Vertigo [passo a passo]” e “Um episódio na ex-quinta comarca”.                              .
Sua literatura, à certa semelhança daquela de Trevisan, uma referência no gênero — além das personas Marias, Ritas e Joões,aqui há o Xarlí, o Coronel, o Fulano —, também pode ser considerada como ética, posto que existem princípios ontológicos que se sobrepõem às personagens, causando-lhes os dramas, à medida que são desafiados ou quebrados. No entanto, essas constatações se dão com indiscutível naturalidade, segundo o curso natural das coisas, e sem nenhuma angústia metafísica, pois haja o que houver, de qualquer maneira, a ordem termina amplamente restabelecida. Os estratagemas empregados são de natureza variada:
“Não gosto do que sou obrigado a fazer em troca do dinheiro que me garante quatro refeições por dia, roupa, comida, bebida, celular, TV a cabo e outras despesas. Mas sem este emprego, nem sei o que seria de mim. Talvez eu me tornasse um desses vagabundos que me incomodam e que, hoje, tirei do meu caminho.” (p. 101)
Sua emoção é trabalhada por um estilo vigoroso, implacável, e é esse estilo que imprime às ideias uma potência legítima, impregnada, por vezes, de alto sopro lírico (observar, por exemplo, o conto “Fluxo”). A arte é a mola dessa transformação, pois não se trata de relatos reais mas de artifício, artifício de uma realidade delicadíssima que passa a existir: a certeza das coisas impossíveis.
Temos, assim, efetivamente, uma obra arrebatadora, que nos comove e nos provoca a lúcida admiração que só as verdadeiras obras de arte, no sentido substantivo, conseguem nos provocar.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Cenas da cidade do século XXI

Tem matéria sobre a poesia e o mais recente livro do Marcelo Montenegro, Forte apache, na edição 80/março de 2018 do Cândido, o jornal mensal da Biblioteca Pública do Paraná. Entrevistei o Marcelo, o Chacal, o Leoni e a Alice Sant'Anna. "Cenas da cidade do século XXI" é o título da reportagem, Confira por aqui.

Vem comigo


quinta-feira, 8 de março de 2018

Com Marcelo Degrazia

Na cerimônia de entrega do Prêmio Paraná de Literatura 2017. O evento foi realizado no dia 7 de março de 2018 na Biblioteca Pública do Paraná. Marcelo venceu a categoria contos com A bandeira de Cuba.

Com Henrique Schneider

Na cerimônia de entrega do Prêmio Paraná de Literatura 2017, evento realizado no dia 7 de março de 2018 na Biblioteca Pública do Paraná. Henrique venceu a categoria romance com Setenta.

Com Sônia Barros

Na entrega do Prêmio Paraná de Literatura 2017, evento realizado no dia 7 de março de 2018 na Biblioteca Pública do Paraná. Sônia venceu a categoria poesia com Tempo de dentro.

Aroldo Murá repercute o lançamento de A certeza das coisas impossíveis

O jornalista Aroldo Murá repercutiu em sua coluna o lançamento de A certeza das coisas impossíveis. Confira a notícia.

Carlos Machado no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Meu sobrinho Lucas, meu irmão Rafael e meu sobrinho Arthur no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Omar Godoy no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Andrey Luna Giron no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Anderson Caetano no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Pedro e Antonio Cescatto no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Luísa Cristina dos Santos Fontes no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Walter Schmidt no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Franco das Camélias no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

Cezar Tridapalli no lançamento de A certeza das coisas impossíveis

Café Tiramisù, 3 de março de 2018, foto de Vitor Mann.

sábado, 3 de março de 2018