terça-feira, 26 de julho de 2016

Bass folk song


Ronildo Pimentel resenha Finalmente hoje

O Ronildo Pimentel escreveu uma ótima resenha sobre Finalmente hoje, o meu novo e quinto livro de contos. Conteúdo publicado no blog Boca Maldita.

– E aí, meu caro, tudo bem?
– Tudo bem, tirando a correria do dia a dia.
– Como vão seus pais? Tudo certo?
– Sim, sim. Lá em casa tudo tranquilo. E você, fazendo o quê ultimamente?
– Tocando o barco. Hoje está um dia legal, finalmente comecei a decifrar um amigo comum.
– Amigo comum? Como assim?
– O Márcio Renato, lembra dele? Jornalista e escritor, autor de vários livros. Já te apresentei.
– Será?
– Não lembra? Um dia você leu um artigo dele no jornal e até concordou com a revolta que ele expressou com os tais cicloativistas.
– Agora lembrei, o Márcio, claro, aquele dia tomando um café na padaria. Depois até o encontrei mas sabe, acho ele um cara muito esquisito, confuso.
– Como assim? Não entendi.
– Sei lá, você já analisou os títulos dos livros dele? Minda-au, Golegolegolegolegah!, 2,99, Mais laiquis… Sei lá! Isto lá é nome de livro?
Em seu mais recentemente lançamento, Finalmente hoje, Márcio Renato dos Santos coloca sua alma, seu jeito de ser, de pensar e de agir. Ou será uma falsa impressão dos personagens? Como demonstra o diálogo acima? Sua simplicidade salta parágrafo após parágrafo, em frases curtas, coesas, ou mesmo numa exclamação solta, uma mancha de tinta no branco da página.
Márcio Renato foge do burocrático mundo dos grandes intelectuais, sem deixar de transparecer um intelectual. Os personagens espelham o próprio autor, quem o conhece sabe se tratar de ser comum, assim como eu, você, sua irmã… Leitura leve, de uma pegada só, daquelas que fica impossível parar. São 14 contos inéditos, onde a percepção do tempo passa despercebida.
De repente você se sente um jovem, em idade economicamente ativa como dizem os especialistas em economia, para no próximo instante perceber que o tempo passou e agora você é um aposentado, contando com leis de prioridade para não perder tempo em filas de bancos, farmácias ou supermercados. O ciúme deixa de ser algo distante, para no instante seguinte, dissipar num passe de pensamento.
Finalmente hoje é um bom, ou melhor, o melhor começo para finalmente começar a entender Márcio Renato. A obra está disponível na rede de Livrarias Curitiba. Corre lá comprar o seu!

(*) Ronildo Pimentel é jornalista radicado em Curitiba.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Debate em Paranaguá

Hoje tem debate sobre literatura na Biblioteca Pública Mário Lobo, em Paranaguá. O Guido Viaro e eu somos os convidados deste evento em homenagem ao aniversário da cidade. Confira a notícia.

Gene Krupa


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cartas de meu avô

A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente...
A chuva, em gotas glaciais,
Chora monotonamente.

E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que meu avô
Escrevia a minha avó.

Enternecido sorrio
Do fervor desses carinhos:
É que os conheci velhinhos,
Quando o fogo era já frio.

Cartas de antes do noivado...
Cartas de amor que começa,
Inquieto, maravilhado,
E sem saber o que peça.

Temendo a cada momento
Ofendê-la, desgostá-la,
Quer ler em seu pensamento
E balbucia, não fala...

A mão pálida tremia
Contando o seu grande bem.
Mas, como o dele, batia
Dela o coração também

A paixão, medrosa dantes,
Cresceu, dominou-o todo.
E as confissões hesitantes
Mudaram logo de modo.

Depois o espinho do ciúme...
A dor... a visão da morte...
Mas, calmado o vento, o lume
Brilhou, mais puro e mais forte.

E eu bendigo, envergonhado,
Esse amor, avô do meu...
Do meu — fruto sem cuidado
Que inda verde apodreceu.

O meu semblante está enxuto.
Mas a alma, em gotas mansas,
Chora, abismada no luto
Das minhas desesperanças...

E a noite vem, por demais
Erma, úmida e silente...
A chuva em pingos glaciais,
Cai melancolicamente.

E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que, me avô
Escrevia a minha avó.

Poema de A cinza das horas (1917), obra de estreia de Manuel Bandeira.

Alessandra Barcelar recomenda Mais laiquis

A Alessandra Barcelar leu Mais laiquis e, em seu blog deixaagueixa, recomenda a leitura do livro, além de postar um dos contos.
Confira:

O livro de contos oferece 13 histórias rápidas e de agradável leitura, bem humoradas, que fala ao leitor sobre o isolamento e a virtualidade.
 
O título do livro fala de uma maneira irônica sobre o novo comportamento de conversas por “curtidas”, o desejo de visibilidade instantânea, e o fim da privacidade, a sensação de estar “vivendo o aqui e agora”, levando o leitor a refletir sobre uma nova interpretação da palavra “compartilhar”.
 
Porém, algo que fica claro é que o humor é apenas aparente, quase todos os contos abordam um tema oculto da alma: a crueldade, mesclada em momentos de narração com momentos de diálogos diretos e bem estruturados como no conto “O dia em que te vi”. O conto Bode Careca, na minha opinião, o melhor conto do livro, demonstra bem como a desconexão com o real, nos afeta diariamente em todas relações, inveja, mentiras, desejo de notoriedade e o limite entre o real, e uma existência fabricada, se mistura com a arte de encher linguiças.
 
Marcio Renato dos Santos já chegou a ser comparado, devido ao minimalismo de seus contos a um novo Raymond Carver.
 
Leitura recomendada!

O BODE CARECA

A situação na empresa mudou quando anunciei que iria publicar um livro. Anteriormente a rotina era como deve ser nos outros empregos. Dias agradáveis, outros nem tanto, mas tudo seguindo. E isso por anos — tempo suficiente para eu aprender o momento do alô, quando mostrar os dentes e a hora de calar.
Encher linguiça pode ser um lance legal. Não tem a ver com a frase do Otto Bismarck, que teria dito que uma pessoa não deve saber como são feitas as salsichas. O chanceler alemão realmente disse algo assim? Difícil acreditar. Alguém atribuiu esse equívoco conceitual a ele. Só pode.Bismarck era inteligente. E o cenário do meu ganha-pão nunca foi repugnante, com gordura e sangue escorrendo por todos os lados.
Passei por duas ou três seções antes de trabalhar no setor onde eram produzidas as linguiças, ou melhor, as salsichas de cachorro-quente. Tudo automatizado e limpo. Eu quase não colocava a mão na massa, no composto, a não ser, com luvas, quando vistoriávamos as vísceras de bovinos e suínos e os restos de frango, a matéria-prima das salsichas.
O Bode era o supervisor da linha de produção. Cheguei na empresa com pouca experiência comprovada, menos de três anos de registro em carteira. Mas na minha família, desde onde tenho conhecimento, e pelo que se comenta, todos enchem linguiça. Do tataravô até hoje, aprende-se a fazer embutidos em casa. E, por causa desse histórico, a partir do momento em que entrei no setor a produtividade aumentou.No fim do primeiro mês o salário chegou com bônus. Desde aquele dia, o Bode e eu passamos a almoçar quase diariamente em um mesmo restaurante.“Só não vale pedir salsicha, ok?”. Ele repetia o comentário quando a garçonete se aproximava perguntando sobre o nosso pedido. “O prato do dia, pode ser?”. Essa era a segunda frase que o Bode dizia antes das refeições.
Além de comer e beber, o Bode e eu conversávamos sobre o mais recente filme do Woody Allen ou do Tarantino, as obsessões dos narradores do Enrique Vila-Matas e outras novidades divulgadas nos cadernos de cultura. Não falávamos sobre exportação, juros, política internacional, conjuntura econômica, pecuária ou suinocultura. Naqueles trinta minutos, o intervalo entre os dois turnos, não lembro de ter conversado com o Bode sobre trabalho.
Tenho impressão de que nunca comentei com o Bode que eu escrevia ficção e publicava fragmentos em jornais e revistas. Também não mencionei, durante aqueles almoços, que havia enviado um livro de contos para uma editora.
A produção de salsichas na empresa aumentou, muito, nos quatro primeiros anos. Não preciso dizer, até já havia comentado, mas foi a minha presença, o meu conhecimento, que alterou a produtividade. O Bode sabia disso e se movimentou, com ações e também verbalmente, para que os proprietários e os gestores não soubessem que a atuação de um único funcionário tinha efeito naquele surpreendente ciclo de resultados positivos.
O fato de o Bode ter tomado para si os méritos não me deixou chateado. Os colegas de trabalho passaram a me hostilizar e o Bode me defendeu em várias situações. Passei a ser o alvo de piadas, diretas e indiretas, agressões verbais e sabotagens realizadas pela Anta, pela Mula, pelo Urso, pelo Chacal e pelo Lobo Bobo.
A Anta, a Mula, o Urso, o Chacal e o Lobo Bobo já trabalhavam na empresa antes de eu ser contratado e diziam, diariamente, que eu era o empolgado da vez. Todos eles, isso escutei no banheiro, não lembro quem disse, também teriam trabalhado com entusiasmo e foram responsáveis, individualmente, cada um no seu tempo, pelo aumento da produção de salsichas. Mas apenas no primeiro, no máximo no segundo ano de empresa. Depois, o rendimento de cada um diminuiu, irreversivelmente.
A Anta, a Mula, o Urso, o Chacal, o Lobo Bobo, o Bode e outros funcionários não entendiam o motivo de eu seguir por quatro, cinco anos empolgado. E eu poderia estar rendendo na empresa até hoje. Só não continuei no mesmo ritmo por que uma editora, aquela para onde enviei uns contos, anunciou a publicação daquele que seria o meu primeiro livro.
Esse fato mudou tudo.
Não, não me tornei famoso. Nem como escritor, nem na minha profissão. Continuo enchendo linguiça oito horas por dia, de segunda à sexta, mas, agora, em outra empresa. Este é o meu quinto livro e, quem quiser, pode perguntar por aí: conhece o Jony Rios? Fora os parentes e alguns colegas de trabalho, quem conhece? Nem os vizinhos.
Quando foi anunciada a publicação do meu livro de estreia, algumas pessoas, colegas e parentes, comentaram que eu me tornaria conhecido. Poucos comemoraram e houve, para mim, reações surpreendentes. O Bode, por exemplo, se tornou um inimigo declarado.
Em um primeiro momento, ele me parabenizou, comentando que, enfim, teria um colega famoso. A Anta, a Mula, o Urso, o Chacal e o Lobo Bobo também me cumprimentaram após a divulgação da notícia.
Já no dia seguinte, os colegas começaram a fazer comentários, por exemplo: ele não está enchendo linguiça na literatura? A Anta perguntava durante o expediente sobre a conjugação de verbos irregulares. O Urso queria saber se eu conseguia explicar a diferença entre ditongos orais e nasais. Eu começava a falar, mas como, em geral, não respondia imediatamente às perguntas, os colegas riam, dizendo mais ou menos o seguinte:como alguém pode escrever ficção sem dominar a norma culta do idioma?
Em seguida, o Bode estimulou o conflito entre os funcionários. No caso, entre os colegas e eu. A Anta, a Mula, o Urso, o Chacal e o Lobo Bobo agiam coletivamente contra tudo o que eu fazia. Se eu sugeria uma modificação nos processos, eles reagiam negativamente, quase ao mesmo tempo. O Bode também me sobrecarregou de tarefas, que eu realizava praticamente sem cometer erros. Mas quando algo, mínimo, apresentava problemas, ele parava toda a produção e, na frente de todos, chamava a minha atenção por meio de críticas que, antes da notícia da publicação do meu livro, não eram feitas, mesmo quando eu errava.
O Bode disse para os proprietários que eu estava distraído, preocupado com o lançamento do livro, já não rendia como antes e que, por isso, eu deveria ser demitido. Soube dessa e de outras informações durante uma conversa, reservada, com um dos donos da empresa.
Aconteceram incidentes, a respeito dos quais prefiro não comentar e, quando o Bode foi encontrado morto, fui um dos primeiros a ser chamado para depor.
Naquele período, durante um jantar, dividi a mesa com um conhecido, o Pavão, um terapeuta, amigo do Bode. Depois de algumas taças de vinho, eu disse para o Pavão que, se o Bode continuasse me prejudicando na empresa, eu daria uma surra nele. Ou contrataria alguém para espancá-lo. O Pavão sorriu e afirmou que o Bode, de fato, passou a agir com agressividade, até com os amigos, a partir do momento em que foi anunciada a publicação do meu livro. O Bode, isso quem me contou foi o Pavão, também escrevia contos e sonhava ter um livro publicado.
O Bode raspava o cabelo e algumas pessoas o chamavam de Bode Careca. Cultivou um cavanhaque nos últimos meses de vida. Na última imagem dele, registrada pelo circuito de câmeras da empresa, o Bode estava sem roupas, com o cabelo raspado e de cavanhaque. Ele se jogou dentro do triturador de carnes.
O investigador disse que o meu nome aparece em vários textos encontrados no computador do Bode. Prestei depoimento, apesar de que, no horário da morte do colega, eu estava autografando o meu primeiro livro.
O suicídio do Bode foi divulgado como parada cardíaca.
Na delegacia, tive acesso aos arquivos onde encontrei referências diretas e indiretas ao meu nome. O colega de trabalho condenava as minhas ações, reprovava o jeito de eu mastigar, de rir, entre tantas observações. De maneira geral, ele tinha convicção que eu era um sujeito desprezível, sem refinamento intelectual, um enchedor de linguiça que estava querendo se fazer passar por escritor.
O Bode repetiu uma mesma ideia em quatro ou cinco arquivos: queria telefonar para jornais e revistas denunciando que, literariamente, eu era uma mentira. E ele nem precisou acionar a imprensa: os jornais e as revistas praticamente ignoraram o meu primeiro livro, e também o segundo, o terceiro, o quarto e, provavelmente, este quinto não terá nenhuma visibilidade.
Se o Bode soubesse que eu continuaria ganhando a vida como um anônimo que enche linguiça, quem sabe, ele ainda não poderia estar por aqui, para rir dessa piada, dessa farsa, dessa encenação toda?

Marcio Renato dos Santos é escritor, autor dos livros de contos Minda-Au (2010, Record), Golegolegolegolegah! (2013, Travessa dos Editores), 2,99 (2014, Tulipas Negras Editora) e Mais laiquis (2015)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aniversário de Paranaguá com programação cultural


A Biblioteca Pública Mário Lobo, Sucursal da BPP em Paranaguá, comemora o aniversário da cidade com uma programação especial, que será realizada entre 25 e 30 de julho na unidade, com entrada franca para todos os eventos.

Na segunda-feira (25), a partir das 19h30, os escritores Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos participam de um bate-papo sobre o romance e o conto paranaense. Na quinta-feira (28), no mesmo horário, o professor aposentado da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escritor Paulo Venturelli é o convidado do projeto “Um escritor na Biblioteca”, e vai falar sobre a sua trajetória como autor e leitor. 

Entre os dias 25 e 28, o grupo de contação de histórias da BPP, “Era uma vez”, também se apresenta, em diversos horários, na Mário Lobo. A unidade do litoral A BPML foi instalada em um edifício histórico que, até 2007, abrigava a Santa Casa da cidade. O novo espaço recebeu acervo de 10 mil volumes, com livros de Literatura, Artes Visuais, História e Geografia, entre outras aéreas do conhecimento. O prédio foi completamente reformado, ganhou mobiliário, equipamentos para informática, auditório e espaço para exposições. 

Serviço 
Programação especial de aniversário de Paranaguá
Biblioteca Pública Mário Lobo 
Bate-papo com escritores e contação de histórias 
Rua dos Expedicionários, 269 — Paranaguá / PR 
De 25 a 30 de julho 
Entrada franca 
Mais informações: (41) 3221-4974.

Não silenciou sobre o seu tempo

"Vivendo numa época mofina, de esquivanças e de susceptibilidades extremas, tendemos a esquecer que um escritor não vive de reverências e nem de sapiência, que é próprio do escritor espicaçar, falar sem ser chamado, interferir, errar (errar! errar!, essa coisa tão fecunda e saudável) e procurar manter viva, por mais que isso lhe custe, a lembrança da dignidade humana e das obrigações que impõe a um homem o arriscado ofício de escrever."
"Não silenciou sobre o seu tempo", texto de Osman Lins sobre a vida e a obra de Lima Barreto, publicado em 13 de maio de 1976.

Esses moços


quarta-feira, 20 de julho de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

Experiências do Brasil

O Alexandre Furtado e eu conversamos com o público no Museu Guido Viaro na tarde de 16 de julho de 2016. Foto de Vitor Mann.

sábado, 16 de julho de 2016

Hoje tem conto no Museu Guido Viaro!

É hoje! O escritor pernambucano Alexandre Furtado e eu vamos conversar sobre o conto no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, no centro de Curitiba). Após o debate, Furtado autografa Os mortos não comem açúcar (Confraria do Vento; 156 pp.; R$ 48) e e eu autografo Finalmente hoje (Tulipas Negras; 96 pp.; R$ 29,90).O evento se chama Experiências do Brasil e tem início às 16h. A entrada é franca.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Deu no Metro Curitiba: amanhã tem evento no Museu Guido Viaro

Deu no jornal Metro Curitiba: amanhã, dia 16 de julho, tem debate sobre o conto no Museu Guido Viaro. O Alexandre Furtado e eu vamos conversar e autografar nossos livros. Entrada franca.

Obrigado, Dirce e Sérgio Medeiros!

Recebi "Conversando com varejeiras azuis", de Edward Lear (tradução daDirce Waltrick Do Amarante) e "Contos de duendes e folhas secas", do Sergio Medeiros, ambos publicados pela Iluminuras Livros. Obrigado pelo(s) presente(s), Dirce Waltrick Do Amarante e Sergio Medeiros. Grande abraço!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Deu no Publishnews: Curitiba coloca o conto no centro do debate

O Publishnews publica nota sobre o evento Experiências do Brasil, que acontece neste sábado, 16, a partir das 16 horas, em Curitiba. O Alexandre Furtado e eu vamos conversar sobre o conto e autografar nossos livros. Confira a notícia.

Aos pés da Santa Cruz


terça-feira, 12 de julho de 2016

Com Alexandre Furtado no La Strada

Hoje conheci, pessoalmente, o Alexandre Furtado. Almoçamos no La Strada, na Rua Emiliano Perneta 521, em Curitiba. Comida maravilhosa e conversa ainda mais interessante com Antonio CavaFranco Cava e Osny Tavares
Neste sábado, 16, a partir das 16h, o Alexandre Furtado e eu vamos conversar sobre o conto no Museu Guido Viaro e autografar, respectivamente, Os mortos não comem açúcar (Confraria do Vento, 2016) e Finalmente hoje (Tulipas Negras, 2016). Entrada franca.

Liberty


quinta-feira, 7 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Marco Cresmaco resenha Finalmente hoje

O escritor Marco Cremasco escreveu resenha/crônica sobre "Finalmente hoje". O texto, "Finalmente, Marcio", está publicado hoje no jornal Diário do Norte do Paraná. Eis o link.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Deu na coluna do Aroldo Murá: dia 16 de julho tem debate sobre o conto no Museu Guido Viaro

Deu na coluna do Professor Aroldo Murá: dia 16 de julho tem debate sobre o conto no Museu Guido Viaro. Alexandre Furtado e eu vamos conversar com o público e autografar nossos livros recentes.

Confira a notícia:

Que o Museu Guido Viaro é um dos espaços mais importantes da capital paranaense, ninguém tem dúvida. A começar pelo fato de abrigar e expor o acervo de um dos pioneiros da pintura no Estado, o artista que empresta o nome ao espaço. Mais que isso. O Museu, situado na Rua XV de Novembro, 1.348, também abre espaço para autores vivos mostrarem os seus trabalhos, além de também promover exibição e debates sobre filmes e lançamentos de livros.
Agora, o espaço cultural inova e realiza, no dia 16 de julho (sábado), a partir das 16 horas, o projeto “Experiências do Brasil”. A cada encontro, dois autores, de regiões diferentes, estarão debatendo um assunto. Para a primeira edição foram convidados o escritor pernambucano Alexandre Furtado e o curitibano Marcio Renato dos Santos. Eles vão conversar a respeito do conto e, em seguida, autografam os seus livros recentes, respectivamente: Os mortos não comem açúcar (Confraria do Vento, 2016) e Finalmente hoje (Tulipas Negras, 2016). A entrada é franca.
O diretor do Museu, Guido Viaro, escritor que tem o mesmo nome do avô pintor, explica que, no evento “Experiências do Brasil”, cada autor vai falar sobre o seu processo de criação, os seus temas, quais as semelhanças e diferenças entre os seus imaginários, e se há influência do lugar onde cada um vive em sua respectiva obra.
Viaro diz que, apesar do pouco apelo comercial, o conto é um dos gêneros mais representativos da literatura brasileira. “É importante colocar o conto no centro do debate, até pelo fato de o país ter inúmeros contistas de qualidade”, afirma, referindo-se, entre outros, a Dalton Trevisan, que recebeu homenagem no espaço, com uma sala onde estão expostos livros e outros objetos como jornais e revistas que mostram a relevância do “Vampiro de Curitiba”.
OS CONTISTAS
Alexandre Furtado, 46 anos, é recifense e professor na Universidade de Pernambuco (UPE). Autor de um livro de poemas, De ruas e Inti-nerários (Cepe, 2010), o escritor — em sua estreia no conto — recriou literariamente o Recife da década de 1970 em 14 narrativas breves que, em conjunto, também funcionam como uma longa e fluente narrativa. O erotismo é um dos pontos altos dos contos de Furtado, que reelaborou, com habilidade incomum, a oralidade pernambucana em sua escrita literária.
Já o curitibano Marcio Renato dos Santos, 42 anos, apresenta em Finalmente hoje, o seu quinto livro de contos, também 14 narrativas, nas quais o aspecto comum é o impacto do tempo, seja o passado deflagrado a partir de alguma sensação do presente ou um ziguezague do presente rumo ao futuro, e vice-versa. Jornalista e mestre em estudos literários pela UFPR, Santos dedica-se exclusivamente ao conto e já autografou alguns de seus livros anteriores, como Golegolegolegolegah! (Travessa dos Editores, 2013), 2,99 (Tulipas Negras, 2014) e Mais laiquis (Tulipas Negras, 2015), no Museu Guido Viaro.
“Será uma satisfação conversar sobre o conto em Curitiba, no Museu Guido Viaro, um dos espaços culturais mais interessantes da cidade”, diz Furtado. “É uma ótima iniciativa colocar o conto em debate e dialogar com um autor tão expressivo como o Alexandre Furtado”, comenta Santos. “Será uma celebração do conto”, acrescenta Viaro. Mais informações (41) 3018-6194.

Bach


sexta-feira, 1 de julho de 2016

La Strada

Conheci o La Strada, o novo empreendimento do amigo, escritor, produtor cultural e felliniano Antonio Cava. A comida do restaurante é uma delícia. Recomendo. Desenhos do Fellini e fotografias do cineasta e de seus interlocutores, colaboradores e amigos estão nas paredes no novo espaço gastronômico e cultural de Curitiba. Vale, realmente, conhecer. O La Strada fica na rua Emiliano Perneta 521, no centro, e funciona de segunda a sábado, das 11h30 às 14h30. Um prazer reencontrar o Antonio Cava e o amigo, escritor e jornalista Osny Tavares. Ah, o café, preparado na cafeteira Moka, é cortesia da casa. Foto do Luiz Rebinski.

Algo sempre se perde

"Quem, ao andar pelo crepúsculo ou ao descrever uma época de seu passado, não sentiu em algum momento que uma coisa infinita se perdera?"
"Paradiso, XXXI, 108", de Jorge Luis Borges

De cigarro em cigarro