quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia do conto

Em Paranaguá, dia 30 de outubro de 2013, durante palestra para 60 alunos do ensino médio na Biblioteca Mário Lobo - o evento integrou a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Foto da Lina Faria.

Há leitura

Em Paranaguá, há leitores de "Golegolegolegolegah!", meu livro de contos publicado este ano pela Travessa dos Editores. O clique é da Lina Faria.

O interesse pelo conto

A sequência de fotos, da Lina Faria, coloca em evidência: o público gosta de conto. Fiz palestras na manhã de 30 de outubro de 2013 em Paranaguá, na Biblioteca Mário Lobo - o evento integrou a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Havia 60 estudantes do ensino médio. O entusiasmo segue abaixo:


Lendo

Lina Faria registra um momento em que faço leitura de um conto do meu livro Golegolegolegolegah! em Paranaguá, na Biblioteca Mário Lobo, na manhã de 30 de outubro de 2013 - evento que integrou a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mais do que sucesso em Paranaguá

O público disputava os últimos exemplares do meu livro de contos "Golegolegolegolegah!" (Travessa dos Editores, 2013) na Biblioteca Mário Lobo, em Paranaguá, hoje pela manhã. Clique da Lina Faria.

Sucesso em Paranaguá

Hoje, dia 30 de outubro, fiz palestra para 60 alunos do ensino médio na Biblioteca Mário Lobo, em Paranaguá. Foto da Lina Faria.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Golegolegolegolegah! em Paranaguá


Nesta quarta-feira, 30 de outubro, faço palestra, a partir das 10 horas, na Biblioteca Mário Lobo (Rua dos Expedicionários, 269), em Paranaguá — o evento integra a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. No encontro, vou falar sobre leitura, percurso profissional e existencial ligado à palavra. A entrada é franca. A foto, deste post, é do Dico Kremer.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ponto de vista

"O problema do militante é que ele [militante] milita".
Robert I. Truth (1939-2013)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Luci lê em Paranaguá


 
Luci Collin lê a sua prosa inventiva durante a edição do projeto "Um escritor na Biblioteca" na Biblioteca Mário Lobo, em Paranaguá (ontem, dia 24) - o evento integra a programação da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Foto da Lina Faria.

Com Luci Collin em Paranaguá

Ontem (24 de outubro), tive a oportunidade, e a honra, de mediar a conversa com a Luci Collin no projeto "Um escritor na Biblioteca" na Biblioteca Mário Lobo, em Paranaguá - evento que integra a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. A Lina Faria registrou um momento do encontro literário, um dos mais interessantes que participei em 39 anos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sobre o conto

O bibliotecário e doutor em literatura Cristian Santos (foto de Lina Faria) afirmou, a partir de uma série de dados e estatísticas, que o brasileiro está lendo mais contos - o que desmonta a tese de alguns editores que dizem que o romance teria mais apelo e mais leitores. Ele fez a afirmação ontem, 23 de outubro, na abertura da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, na Biblioteca Pública do Paraná.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Desde agosto


Acordo e isso é o que de melhor pode acontecer. Fico em pé rapidamente. No banheiro, lavo o rosto e vou até a cozinha. Estou cansado, mas faço e bebo café. O corpo reage. Se pudesse, seguiria o tempo todo de olhos abertos.
Essa conta está certa, Salvador? Você conferiu direito? Tem certeza?
Viajei, a trabalho, para Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro e, em meio ao compromisso, passei em frente a uma lotérica e apostei nos números 11, 14, 18, 30, 33 e 39. Paguei R$ 2 pelo bilhete. Ganhei sozinho no concurso 1521 da Mega-Sena. R$ 25.313.774,00.
Salvador, está faltando dinheiro no balanço do primeiro trimestre. E agora? Eu te avisei pra conferir tudo com mais atenção.
Voltei pra Curitiba e não falei nada – pra ninguém. Aguentei calado no emprego até o fim do mês. Foram duas semanas que pareciam não passar. Todo dia tenso, pressão, erros que se repetiam, erros novos, erros contínuos. Não sei como sobrevivi. Mas, enfim, esperei pelo pagamento, saquei o salário no banco e pedi demissão.
Se fizerem uma varredura, Salvador, podemos entrar pelo cano. Entendeu?
O dinheiro da Mega rende por mês mais do que eu recebia por ano naquela empresa. Lá, o prejuízo era, aparentemente, mensal, apesar do enriquecimento dos proprietários. A minha tarefa era acertar a contabilidade. Eu precisava justificar uma entrada inexplicável de dinheiro e nunca consegui fazer o que esperavam que eu fizesse. Nem sei como não fui despedido. Levava broncas diárias. Até quê.
Salvador, acho que você esqueceu de registrar aquela operação. Se a receita nos pegar, daí sim, a tua, a nossa casa vai cair.

Meus R$ 25 milhões estão espalhados em cinco bancos. Se eu não cometer excessos, rende até para depois da morte. Viajei pra Europa, retornei e neste momento estou na América do Norte. Mas, mesmo em meio a essa nova vida, não consigo esquecer a rotina daquela empresa, sobretudo quando não estou acordado.

Salvador, Salvador. Acho que, agora, o bicho vai pegar.

Fecho os olhos e sonho com aquele trabalho. Acordo, olho ao redor, sei que aquilo não existe mais e, cansado, volto a dormir e a circular naquele cenário no qual toda ação que eu fazia, diziam, estava errada.

Você assinou muitos documentos, Salvador. Se nos pegarem, te pegam também, sabia?        

Estou fora do Facebook, evito acessar e-mail e zapear pela internet. Passo a maior parte do dia sentado dentro de um apartamento ou sigo de barco pela baía. Me questiono se realmente essa realidade não é sonho. Não preciso mais trabalhar e, quem diria?, tenho mais dinheiro do que meus ex-patrões.

Salvador, quem vai te salvar?

Estou exausto, preciso, mas não quero dormir. Evito fazer uma consulta e um médico me diagnosticar doente agora. Sou um milionário desde agosto e, mesmo e apesar do dinheiro, não quero empreender nem comprar nada. Os pesadelos, numa dessas, podem diminuir em breve.

– Despertarei desse estado de coma?


Ficção inédita publicada originalmente na página 65 da revista Ideias (Travessa dos Editores), edição 144, outubro de 2013.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Leitura na Poetria


Nesta quarta-feira (9), O Clube de Conto e Crônica, da Livraria Poetria, promove a leitura de “Digital reverb delay”, conto de Marcio Renato dos Santos (foto de Camila Petry), publicado no livro Golegolegolegolegah! (2013), editado pela Travessa dos Editores. O encontro acontece na Livraria Poetria (Av. Vicente Machado, 865), em Curitiba, a partir das 17 horas. A entrada é franca.    
O projeto – idealizado pelo jornalista Walter Bach – já teve outras edições, sempre na segunda quarta-feira do mês, com leituras, entre outros, dos contos “A mesa coletiva”, de Luís Henrique Pellanda e “O lapso”, de Machado de Assis. Após as leituras, os participantes trocam impressões a respeito do texto.
“A conversa tranquila, o riso e as miudezas do cotidiano, temas de conversas acompanhadas por café. Ou uma travessia pela fronteira difusa entre absurdo, realidade e fantasia, onde a lógica pode ser, em parte, a sua falta”, comenta Bach, a respeito da proposta que acontece desde agosto na Poetria, uma livraria de rua curitibana.  

“É um evento interessante que destaca o conto, gênero considerado comercialmente inviável, o que não é verdade. Golegolegolegolegah!, meu segundo livro de contos, no qual está incluído ‘Digital reverb delay’, esgotou mil exemplares em cinco meses. Sinal de que há público e interesse pelo conto. O evento criado pelo Walter só ajuda na difusão do gênero. Parabenizo o Walter e a Poetria e convido a todos para esse encontro”, comenta Marcio Renato dos Santos.

Evidentemente

"Me sinto mais próximo da barata de K do que 
dos novos poetinhas de Curitiba!"
 

Dalton Trevisan.