quarta-feira, 29 de maio de 2013

André Sant'Anna

Silvio de Tarso

Em março de 2013. No Canal da Música.

Renan Machado

Com Renan Machado no lançamento de Golegolegolegolegah! dia 19 de março de 2103 no Museu Guido Viaro. Foto: Daniel Snege.

Benett e Oneide

Com Benett e Oneide no lançamento de Golegolegolegolegah! dia 19 de março de 2103 no Museu Guido Viaro. Foto: Daniel Snege.

Fábio Elias

Com Fábio Elias no lançamento de Golegolegolegolegah! dia 19 de março de 2013 no Museu Guido Viaro. Foto do Daniel Snege.

Zé Beto Maciel

Com Zé Beto Maciel no lançamento de Golegolegolegolegah! dia 19 de março de 2013 no Museu Guido Viaro. Foto: Daniel Snege

Osvalter Urbinati

Com Osvalter Urbinati no lançamento de Golegolegolegolegah! no dia 19 de março de 2013 no Museu Guido Viaro. Foto do Daniel Snege.

Crítico da razão tupiniquim

Com Roberto Gomes no lançamento de Golegolegolegolegah! no dia 19 de março de 2013 no Museu Guido Viaro. Foto do Daniel Snege.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Com Felipe Kryminice, José Carlos Fernandes e Dary Jr na Saraiva

Bate-papo sobre Golegolegolegolegah! na Saraiva do Shopping Crystal Plaza
Travessa dos Editores promove o encontro no dia 6 de junho (quinta-feira), a partir das 19 horas, com a presença do autor, Marcio Renato dos Santos (foto de Camila Petry Feiler), e mediação do jornalista Felipe Kryminice. Dary Jr apresenta repertório autoral com violão e voz
            O segundo livro de contos de Marcio Renato dos Santos, Golegolegolegolegah!, foi lançado pela Travessa dos Editores há pouco mais de dois meses e já encontra ressonância entre leitores em todo o país. A jornalista Marisa Villela, que vive em Londrina, diz ter se impressionado com a solidão e a incomunicabilidade dos personagens. De Campinas, a poeta Adriana Zapparoli recomenda o livro nas redes sociais.  Já o prosador Marco Cremasco, que também vive em Campinas, garante que o livro de contos é, na realidade, um romance.
            Golegolegolegolegah!, de fato, desperta o interesse dos leitores e provoca reflexões. Para estimular ainda mais o debate, a Travessa dos Editores promove um encontro com o autor no dia 6 de junho, a partir das 19 horas, na Saraiva Mega Store do Shopping Crystal Plaza, em Curitiba. O bate-papo será mediado pelo jornalista Felipe Kryminice. O jornalista José Carlos Fernandes, da Gazeta do Povo, está discutindo antecipadamente a obra com alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde leciona, e – no dia 6 de junho – levará os alunos para dialogar com o autor na Saraiva. A entrada é franca.
 Serviço: Bate-papo e lançamento do livro Golegolegolegolegah!, de Marcio Renato dos Santos. Dia 6 de junho de 2013, a partir das 19 horas, na Saraiva Mega Store do Crystal Plaza Shopping Center (R. Comendador Araújo, 731), Batel, Curitiba – PR. O livro é um lançamento da Travessa dos Editores, com ISBN: 978-85-89485-90-6, 78 páginas e ilustrações de Marciel Conrado e custa R$ 30. Mais informações (41) 3232-8081. Entrada franca.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

6 de junho de 2013: na Saraiva

No dia 6 de junho (quinta-feira), tem bate-papo sobre Golegolegolegolegah!, meu segundo livro de contos, na Saraiva do Shopping Crystal. Às 19 horas. Fábio Campana e Felipe Kryminice vão mediar. E o Dary Pereira de Souza Jr., da rosablanca., fará show inédito. Todos estão convidados. A entrada é franca.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Marisa Villela lê Golegolegolegolegah!

"Marcio,

Li de supetão o seu livro. Daí esperei muitos dias para relê-lo, como se tivesse deixado o livro adormecer e, ao acordá-lo, tivesse novo sabor. E foi isso mesmo que aconteceu. Na segunda leitura, percebi nuances que tinham me escapado da primeira. Solidão e incomunicabilidade ficaram mais evidentes. Tintas fortes e impressionantes.
...
O que mais gostei foi da figura do Zé Ruela, com suas andanças pela cidade. Ontem vi um documentário sobre Rimbaud e ele dizia que andar fazia parte da poesia, porque todo poeta anda muito. E só andando é que se dá ritmo ao texto. O seu personagem talvez seja assim, com o pensamento voando de acordo com os passos. Muito bom.

O que menos gostei foi o do conto sobre reencontro com pessoas mortas (ou não), com velhos amigos que 'morreram' para nós e, no entanto, continuam vivíssimos sem nos ter por companhia. Acho que não gostei por ser tão verdadeiro, me senti meio apunhalada por 'ressuscitados' recentes.

Soube de alguns ataques medíocres a você, após o lançamento deste livro. Agora entendo o porquê. É bom demais para os pequenos de espírito e literatos de orelha. Parabéns pela obra. Gostei bastante e o tenho recomendado. Para você saber: trouxe comigo um pacote dos seus livros, quando fui para Curitiba, na última vez que conversei com o Fábio. E ele me mandou mais exemplares junto com a revista de maio. Estou dando de presente a todos que conheço aqui em Londrina.

É isso. Novamente, parabéns pelo Golegolegolegolegah! Você amadureceu como escritor. E, como sua leitora e amiga, peço-lhe que escreva sempre, escreva muito. É o que você sabe fazer bem feito.

Beijo,
Marisa".

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Turnê 2013

No Sesi de Araucária. Mais de 70 alunos do ensino médio. Um bate-papo inesquecível. Leitores e leitoras que conhecem desde o modernismo até o jornal Cândido, publicado pela Biblioteca Pública do Paraná. É a turnê Golegolegolegolegah! 2013.

Não



O Eleotério, o Messias, o Marcos e a Maria Helena, os artistas na arte de vender livros, trabalham em sebos, sabia? Agora, editoras fazem parceria com os sebos curitibanos, onde é possível comprar livro novo por preço de usado.
Mano, algo mudou em Curitiba, apesar de a cidade manter sinais daquele local onde você nasceu, viveu e permaneceu em estado de combate por décadas.
Na realidade, o mundo se modificou em dez anos. Com a internet, surgiram espaços virtuais, o Facebook. Ali, qualquer um escreve e publica o que quiser. Palavras, imagens e músicas. É um palco com público 24 horas todo dia. Hoje, ninguém mais é invisível, nem em Curitiba.
Mestre, evidentemente que o ser humano não se modificou, na essência, durante essa década. Apesar de vozes, inclusive e sobretudo da província, defenderem uma nova onda paz e amor. Insistem, até por meio de videoclips, em projetos coletivos. Sugerem limar, talvez superar as diferenças. [Quem será o beneficiado?]. Se é por má-fé ou ignorância, ou pela dupla errância, não sei, mas esquecem que o homem é bicho, e a lei é a guerra.
– Ei, Marcio, o seu QI desceu pro rabo?
Estávamos em uma mesa, durante uma refeição, na casa do Fábio Campana. Todos riram. Eu também. Você decifrava tudo. Eu mudo em meio a muitos. Isso poucos minutos após conversarmos por horas, você, o Campana e eu.
Amigo, você abriu todas as portas. Tenho a impressão de que até hoje portas se abrem, pra mim, por causa de você. Desci de sua Ipanema para pisar na Travessa dos Editores, e sigo até hoje por lá, mesmo e apesar de outras ruas, alamedas e avenidas.
Com o Bueno foi possível conviver por sete anos. Daí, ele também pegou o bilhete.
O Professor Aroldo tem o coração maior que o mundo. E o Campana? O que quase todos desconhecem, o que muitos tentam desconstruir, o que quase ninguém reconhece, admite e aplaude o talento.
Mano, você não iria acreditar, acho que não, talvez sim, mas o fato é que o Fábio até publicou um livrinho meu, com título impronunciável. Falo isso não pra divulgar a obra, mas pra lembrar da generosidade do Campana.
Turco, você sabia que iria ficar, não sabia?
Faz dez anos.
Já?, perguntam.
Já.
Os seus livros esgotaram. Com autógrafo, vale até R$ 500. Todo dia mais gente lê e relê a sua ficção. A Daysi Bregantini, o Arthur Tertuliano, o Joca Terron, o Franco Fuchs, o Marçal Aquino, a Izabel Campana e o Marcelino Freire. Que time. Todos leitores de Snege.
Mestre, você fez tudo, mas tudo aparentemente errado. E deu tudo certo.
Publicou por conta ou pela Travessa dos Editores. Recusou convites para ser editado no Rio e em São Paulo. Não fez vida literária. Escolheu a capa que quis, a tipologia desejada e soltou cada livro quando dava.
Jamil, caro Jamil Snege, tem Casa de Leitura com o seu nome em Curitiba.
Mestre, você se tornou sinônimo de excelência literária.
Você deixou, principalmente, um outro legado. De não dançar a música que colocam pra movimentar nossas cadeiras. De dar uma banana, um não, quando todos esperam aquele sim. Se fazer, por si mesmo, e – principalmente – se desfazer.
Todo dia.
Até.


Publicado na página 67 da revista Ideias (Travessa dos Editores), edição de maio de 2013.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A amizade ou Jamil Snege

O Eledovino Bassetto Júnior era o dono do melhor texto do jornalismo paranaense na década de 1990. Ler uma reportagem assinada por ele me dava vontade de abandonar a profissão. Naquele período, quando tudo parecia impossível, escrever um texto ou conseguir um emprego, o Eledovino me ajudou. Depois, foi ele quem abandonou a imprensa. A última vez que nos encontramos foi no show que a Relespública fez no Guairão, em 2008.

A gratidão que sinto pelo Eledovino é imensa e também diz respeito ao fato de que foi ele quem proporcionou, talvez aleatoriamente, o meu encontro com o Jamil Snege. O Eledovino tinha um site, o Guia Paraná, no qual foram veiculadas as primeiras resenhas que escrevi. O ano era 1998 e eu seguia pela Rua XV, da Praça Osório em direção a Santos Andrade e, todo dia, na Livraria Ghignone, a capa de um livro me desafiava. Era um macaco em frente a uma máquina de datilografia. “Macaco ridículo”, eu pensava. Até que no começo de um mês, sobraram uns reais e comprei Como eu se fiz por si mesmo, obra literária que me arrebatou.

Se resenhei o livro do Jamil? Talvez, não lembro. Um dia, o Turco telefonou me convidando para ir até a agência de publicidade dele, nas Mercês. Fomos amigos do primeiro encontro até o dia 16 de maio de 2003, quando ele faleceu. Devo muito ao Jamil, inclusive o fato de publicar neste espaço. Hoje, o meu texto tem aceitação. Em outubro, a minha ficção será veiculada em alemão na Feira de Frankfurt, na Alemanha.

Mas na década de 1990 as portas ainda estavam fechadas. O Jamil e eu ríamos muito. Das pedras do caminho, dos outros e, principalmente, de nós mesmos. Ele me apresentou autores, livros e viabilizou os dois primeiros empregos que tive. Mais do que a literatura e os caminhos da escrita, o que aprendi com o Jamil Snege foi sobre a amizade.

Conversa e risada de bar, tapinha nas costas, “zé-ruelagem” a céu aberto e like em postagem do Facebook é outra prosa. Amigo é aquele que permite o próximo passo. Amigo é quem, de fato, ajuda. Amizade, isso eu sei graças ao Jamil, é viabilizar o estar e o entrar no mundo. Por isso, segue meu abraço a vocês, amigos e amigas: Sandra, Eduardo Aguiar, Paulino, Thaísa e Valéria Teixeira, Diogo, Estela Sandrini, Rogério, Marciel Conrado, Rebinski, Dico Kremer, Omar, Guido Viaro, Dary Jr, Match, Kryminice, Fred Neto, Professor Aroldo, Relespública, meus familiares, Fábio Campana, família Cunha Pereira, José Carlos Fernandes e Luciana Vilas-Boas.

E, a você, meu grande amigo, Jamil Snege, de quem lembro todo dia nesses últimos dez anos.

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Publicado originalmente na página 11 do caderno Vida & Cidadania, da Gazeta do Povo, dia 8 de maio de 2013. Eis o link: http://tinyurl.com/c3uokcq

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os imitadores do Leminski não trabalham


O sujeito que sorri está feliz? Necessariamente, não. Pode, inclusive, ser um criminoso na véspera de um golpe. É pelo calçado que se conhece a personalidade de uma pessoa? Talvez. Mas a moça ou o rapaz podem calçar saltos ou botas apenas para manipular a audiência.

Vamos supor que a leitora, ou leitor, está em Curitiba e se depara com alguém que se apresenta como poeta multimídia. E mais. O inesperado interlocutor cultiva bigode, cita uma frase em latim, outra em francês e ainda conta que é tradutor e letrista. Que tal?

Uma vez que 2013 é o ano das revelações, vamos lá, confesso: não conheci o Paulo Leminski (1944-1989). Sou uma das poucas pessoas que conheço que assume não ter conhecido o artista. Já ouvi relatos e quase diariamente surge alguém contando que conviveu, bebeu e fez parcerias com o autor de Catatau.

Se não o conheci pessoalmente, conheço toda a obra dele. Adolescente, li durante um ano o livro Distraídos Venceremos uma vez por dia. Todos os dias. O que ele citava em ensaios, eu procurava. A Rimbaud e John Fante, entre outros, tive acesso por sugestão do poeta.

As ruas, esquinas e montanhas não me trouxeram Leminski em pessoa, mas encontrei, e encontro, inúmeros imitadores. Do sujeito que mantém bigode semelhante aos que dizem fazer o mesmo que Leminski fez: poesia, tradução, letra de música, prosa experimental e até textos para agências de propaganda.

Lembro de Leminski no dia do trabalho. Viveu 44 anos. E, nesse aparentemente curto espaço-tempo, trabalhou. O legado faz eco. Toda Poesia está nas listas dos mais vendidos. Uns adoram, outros detestam. Eu não me encanto mais, mas o adolescente que fui agradece: obrigado, Leminski, por abrir portas, indicar leituras e pela companhia, página após página, durante anos.

Agora, bocejo e evito os imitadores. Os clones do Leminski, com ou sem bigode, até os de cabelo raspado, não têm público e se ressentem com a indiferença. Desconfio que esses cosplays não empolgam porque não trabalham. Alguns devem ser sustentados pela família ou ganharam na Mega-Sena. No entanto, não me refiro apenas ao fato de alguns comerem e beberem sem suar a camisa ou bater cartão, mas – sobretudo – ao óbvio ululante: os imitadores do Leminski não trabalham a linguagem, os detalhes, os textos.

A aparência de alguns supostos poetas bigodudos curitibanos, como quase toda miragem, engana. Uns nem obra têm. E mesmo assim querem reconhecimento mimetizando a aparência do Leminski, artista que trabalhou e teve a coragem de enfrentar e viver o seu próprio destino.
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Publicado originalmente na página 8 do caderno Vida & Cidadania da Gazeta do Povo no dia 1.º de maio de 2013. Eis o link: http://tinyurl.com/ctqyhvb