Neste interlúnio Sou um dilúvio ou me afogo. E entre espectros que comprimem, Nada se cumpre, O destino esfarela. De querela e farinha se ergue um olho. As vozes despetalam, Os períodos se abrandam, Orações inteiras lentas se consomem, Em poços há sumiço de palavras moucas. Neste interlúnio Sou fagulha ou hulha inerte. Enorme berne entra corpo adentro, Entre os dentes, carne. Arde o ente e cospe, Cuspe inútil invadindo espaço. Moléculas moles coleando, Víboras vagas se rimando, Poetas quietos entreolhando Coisas coisas que falecem. Neste interlúnio, Sou coisa ou poeta. agosto/68 Poema de Ana Cristina Cesar publicado em Inéditos e dispersos: poesia/prosa (1985) e em Poética (2013).
Deu no Blog do Tupan : No dia 28 de novembro serão lançados, na Biblioteca Pública do Paraná — BPP, os 3 livros do projeto Ampliando Horizontes: Poesia e Ficção Ano 3. As obras resultam das oficinas de crônicas (com Luís Henrique Pellanda), poesias (com Luci Collin) e romance (com José Castello) oferecidas gratuitamente em Curitiba durante 2024. O evento terá início às 17 horas com um bate-papo, no hall térreo, sobre a vivência nas oficinas e a contribuição do projeto para a cena cultural do Paraná, com a participação de Luci Collin, Luís Henrique Pellanda e do diretor da BPP, Luiz Felipe Leprevost. O idealizador e coordenador pedagógico do projeto, Marcio Renato dos Santos, mediará a conversa, que também contará com a presença do coordenador do projeto e editor, Victor Augustus Graciotto Silva. Após o bate-papo, haverá leitura de poemas, crônicas e fragmentos de romances, incluindo uma homenagem à autora Lívia Uhlmann (in memoriam), que frequentou a oficina de crônicas do projeto nest...
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