Estou dentro da van e o motorista faz mais uma ultrapassagem na pista que vai e vem e o carro que vinha em sentido contrário teve de sair para o acostamento e, assim, evitar a colisão. Já é a sexta, ou a sétima?, situação tensa que acontece desde que saímos da cidade. Quando pedi a porção de paca, desconfiei que o roteiro estava com problemas. O garçom japonês que trazia as cervejas não tinha olhos. Eu bebia, foram seis garrafas de 600 ml, e não me sentia bêbado. Paguei a conta, saí daquele bar e voltei para o quarto do hotel. Ao deitar e apagar a luz, suspeitei que mais alguém também dormia nas duas camas vagas no quarto onde eu estava instalado. Chove e tem neblina. A van deixou a cidade de madrugada, já passou a hora de almoçar e o motorista ainda não parou. Ele acelera e realiza manobras que podem provocar acidentes. Um dos passageiros pediu para ele seguir devagar. Outros três rezam, de mãos dadas e em voz alta. Fechos os olhos, tento dormir, mas não consigo. Seja por ...