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Conduzidos por Minha Pequena Eva

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            Enzo enxerga, enfim, Lara no desembarque do aeroporto, e ela parece, para ele, outra. Aquela, ali, a poucos passos, não é a mesma das fotos postadas no Facebook. Ou é? Ele se aproxima e tem a impressão de que ela entrou no hall, retornou para o setor onde se retiram as malas e, novamente, voltou para, pela primeira vez, encontrar com ele. Eles se cumprimentam com apertos de mãos e dois beijos, um em cada face do rosto.  Enzo se oferece para levar a mala de Lara, e os dois caminham até o ponto de táxi do aeroporto. No trajeto até o táxi, ele faz comentários sobre o clima, está mais quente do que eu esperava, pergunta se ela fez boa viagem, Lara só balança a cabeça, afirmativamente e, então, ele faz sinal de positivo com o dedo polegar para um taxista, que repete o sinal, e Enzo abre uma das portas do Doblô para ela entrar. O carro segue, Enzo colocou a mala no banco da frente, ao lado do motorista, e está sentado ao lado de ...

No Leblon

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Entro no prédio e a mulher da portaria pergunta onde vou. Ela ainda não me conhece. – Vou no 30.789. Também digo, e nem precisava ter tido, que vou levar um arquivo. – De que tamanho? Tiro um pen drive do bolso e mostro pra ela. – Esse aqui. Sigo até o elevador. Entro, aperto o número 3. O elevador sobe e em segundos estou no terceiro andar. Caminho sete, oito passos, tiro a chave do bolso, abro a porta. Pronto. Estou dentro do meu apartamento. Só consigo ficar em pé aqui. Mas realizei um sonho antigo. Agora, moro no Leblon. Sim. Na Zona Sul do Rio de Janeiro. Adquiri um espaço. Comprei um metro quadrado por R$ 21 mil. Vinte e um mil reais. Investi nesse projeto quase o todo o dinheiro que economizei em vinte e um anos de trabalho. Quer mandar uma carta pra mim? Agora meu cep é vinte e dois mil. De onde moro, basta seguir por duas quadras e já estou de frente pro mar. A água é gelada. Mas é a orla do Leblon. Desde que pisei nesse calçadão pela pr...

Dia 6 de agosto de 2013

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Noturnos

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Voltei a caminhar pelas ruas à noite quando os táxis desapareceram. Seguia pedestre por quase toda a cidade escura em outros tempos. Antes, lá, não parecia haver tanto obstáculo nem perigo. Agora tenho uma carteira com cartões e algum dinheiro no bolso. Estava no bar e bebi duas, três, no máximo quatro cervejas, comi uma porção de fritas e um pastel. Paguei a conta com uma nota de cinquenta. Sobraram alguns reais para o táxi. Mas, depois da meia-noite, nenhum táxi circula nas ruas da cidade. Telefonei para uma cooperativa e, quarenta minutos depois, o carro não apareceu. Uma segunda e depois uma terceira empresa também prometeram localizar – e encaminhar – veículos, mas nenhum táxi surgiu na porta do bar. Após outras duas cervejas, saí. A pé. Venci dez quadras. Faltam muitas, não sei quantas, pra chegar em casa. Há luz pelo caminho. Dos postes, das lâmpadas dos apartamentos, nas casas. Passam carros, poucos. Só não encontrei, até agora, nenhuma outra pessoa. Sigo p...

Sucesso no Boqueirão

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Hoje, (2/7), fiz palestra para 120 alunos do ensino médio do Sesi no Boqueirão, em Curitiba.

Autógrafos no Sesi Boqueirão

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Autógrafos para alunos do Sesi/Boqueirão, em Curitiba, hoje pela manhã.

A consagração de Golegolegolegolegah!

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O escritor, doutor em Letras e professor da UFPR Paulo Venturelli (na foto acima) leu o meu segundo livro de contos, Golegolegolegolegah! , publicado em março deste ano (2013) pela Travessa dos Editores. Venturelli escreveu uma resenha, publicada em seu site , consagrando o livro. É uma ampla, profunda e surpreendente reflexão a respeito de um livro de contos. Eis a resenha: GOLEGOLEGOLEGOLEGAH! Marcio Renato dos Santos Travessa dos Editores – 73 p. No "Decálogo do perfeito contista", Horácio Quiroga determina no oitavo "mandamento" e no nono: 8. Toma teus personagens pela mão e leva-os firmemente até o final, sem atentar senão para o caminho que traçaste. Não te distrai vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abusa do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considera isto uma verdade absoluta, ainda que não o seja. 9. Não escreve sob o império da emoção. Deixa-a morrer, depois a revive. Se és capaz de revivê-la ta...