Postagens
Otto Lara Resende entrevista Nelson Rodrigues
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Soneto italiano
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Frescura das sereias e do orvalho, Graça dos brancos pés dos pequeninos, Voz das manhãs cantando pelos sinos, Rosa mais alta no mais alto galho: De quem me valerei, se não me valho De ti, que tens a chave dos destinos Em que arderam meus sonhos cristalinos Feitos cinza que em pranto ao vento espalho? Também te vi chorar... Também sofreste A dor de ver secarem pela estrada As fontes da esperança... E não cedeste! Antes, pobre, despida e trespassada, Soubeste dar à vida, em que morreste, Tudo — à vida, que nunca te deu nada! Poema de Manuel Bandeira, publicado no livro Lira dos Cinquent'anos (1940).