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Na marcha dos invisíveis

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O meu tataravô abandonou a Europa e, durante a viagem de navio, enunciou algo que passou de avô para mãe e chegou até os meus ouvidos: “Não quero que ninguém da família volte para aquele lugar [a Europa]. Passei fome lá. A vida de vocês será nesse mundo novo”. Meu passaporte é quase virgem. Mas as páginas de Enrique Vila-Matas me transportam para a Espanha. Balzac me revela a França. Conheço até a asiática Rússia, não devido aos vermelhinhos daqui, mas nas 2.528 páginas de Guerra e Paz. Estou satisfeito. Deixo a vaga em hotéis, restaurantes e filas no continente europeu para os mais animados. A minha avó Francisca viveu 95 anos e, antes do penúltimo suspiro, me revelou: “Marcio, o segredo da longevidade é não fazer nenhum exercício físico. E comer todo dia três colheradas de açúcar”. Respeito a orientação dos antepassados, e nem cogito desobedecer. Caso contrário, uma maldição se deflagrará e posso vir a sofrer um AVC, um infarto ou, ai de mim, sair pedalando por aí. Não é ...

Na Tuboteca

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O meu segundo livro de contos, o Golegolegolegolegah! , publicado pela Travessa dos Editores, está à disposição na Tuboteca da Estação Central, em Curitiba. Qualquer pessoa pode emprestar e ler. Sem custo.

Chatos sobre duas rodas

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Quem é o sujeito mais chato da cidade? Não sei, mas tenho a impressão de que é o Poeta Sem Poesia e Sem Obra. Esqueci o nome, alguém sabe? Toda vez que um livro é publicado, o sujeito entra nas redes sociais e, sem ler a obra, tenta desconstruir o autor. Não, o Poeta Sem Poesia e Sem Obra é o ser mais invejoso da capital do Paraná. Talvez a chatice se revele plenamente na Banda da Internet, a que lançou a canção de uma frase só, e depois sumiu. Esqueci o nome do projeto, chato, muito chato. O sujeito mais chato da cidade são vários. É uma legião. São os chamados cicloativistas. Eles são chatos por serem equivocados. Em primeiro lugar, pelo óbvio ululante. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que tem chuva a cada dois dias em Curitiba. Como o sujeito que pedala poderá se deslocar? Vai chegar encharcado e sujo aos compromissos? Além da onipresente chuva, há uma outra questão. Vamos supor que o cicloativista more no Sítio Cercado e trabalhe no Centro. Vai sair d...

Relespública: Live at Leeds

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O Rony Cócegas foi amigo e baterista do Raul Seixas. A frase surgiu dentro de uma van no último sábado. A Relespública tinha compromisso: apresentação no Leeds, um pub em Ponta Grossa.             Os 114 quilômetros entre Curitiba e o segundo planalto foram de prosa, “trocando papos e risadas, no intervalo da sessão”. Não lembro se foi o Fabio Elias, o Emanuel Moon ou o Ricardo Bastos quem falou que o meu ator favorito, que se tornou célebre com o personagem Galeão Cumbica, também era músico – dos bons. Quando me dou conta, já estamos na Rua Dr. Paula Xavier, 1.070, em Ponta Grossa. O Lauro é o técnico que acompanha a banda. Ele conhece todo grave e cada agudo, e acerta o som. Havia alguma apreensão. Agora, há algumas horas de não fazer nada. “Não sou músico profissional. Sou baterista da Relespública”, disse, ao recuperar fragmentos dos 24 anos da banda, o Emanuel Moon. Durante intervalo recente, quando o Fabio Elia...

O mediador

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O Felipe Kryminice mediou o bate-papo no dia 9 de abril de 2013. O assunto era o meu segundo livro de contos, Golegolegolegolegah! , publicado pela Travessa dos Editores. O encontro aconteceu na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. A foto é do Daniel Snege.

Getúlio Guerra e Matheus Duarte

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O Getúlio Guerra e o Matheus Duarte acompanharam o bate-papo a respeito do Golegolegolegolegah! na Livrarias Curitiba do Shopping Estação dia 9 de abril de 2013. Foto do Daniel Snege.

Eu e Golegolegolegolegah!

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Durante o bate-papo realizado dia 9 de abril, na Livrarias Curitiba do Estação, o público se distraiu e consegui conversar com o meu livro Golegolegolegolegah! Foto do Daniel Snege.